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2.8.10

Dezenove


Quando eu coloco uma roupa meio curta, penso que tenho que vesti-la enquanto ainda sou nova porque não tem coisa pior que coroa que não viveu a juventude e usa esse tipo de roupa fora da época. Então tá, fui com aquele vestido mesmo pra praia com mamãe e o padrasto. Foi no barzinho com o melhor risoto de camarão da cidade que meu aniversário começou. Não cantaram parabéns (felizmente), mas Luiza de Tom Jobim - uma das razões para o meu nome ser esse.

Depois que acordei com as rosas vermelhas vindas de Fraiburgo, começou a parte corrida do dia: comprar os comes e bebes pra reunião aqui em casa, voltar cedo do almoço pra enrolar brigadeiros - e perceber que eu já perdi essa técnica faz tempo -, dar um jeito na área de lazer do condomínio, lavar pratinhos, arrumar cadeiras, me arrumar.

Vale destacar que eu descobri que o meu pai, baiano, faz o melhor acarajé do mundo. Olha que eu não gosto do tradicional que comi de uma baiana em Salvador. O de papai é mais simples, pequenino, com vatapá, camarão e tomate só. Tudo caseiro. Tudo uma delícia. E o melhor de tudo é que ele aprendeu a fazer com receita da internet depois de desejar um acarajé gostoso por muito tempo.

À noite consegui reuni a família, os amigos que eu sempre encontro quando venho aqui passar férias e duas que eu não conversava direito desde os tempos da escola. E quer saber de uma coisa? Apesar de ter reclamado horrores de que faria aniversário e que preferia não passar por essa data, eu adorei meu dia. Não lembro qual tinha sido a última vez que comemorei um aniversário tão bem.

29.7.10

Desaniversário

Dia 31 de julho está chegando e junto com ele vem todo o clima de tristeza que me atinge. Sabe inferno astral? Funciona direitinho comigo. Não sei o que é pior: ser também o aniversário de morte do meu vô paterno (eu tinha apenas dois anos quando ele faleceu) ou ter que definir algo pra fazer e reunir pessoas completamente diferentes como meus amigos, meus pais divorciados, os filhos do meu padrasto, meus irmãos pequenos e os amigos da família. Até agora tô ignorando que sábado está bem aí, mas daqui a pouco não vou poder mais. Seria tão mais fácil se na data só se comemorasse o aniversário de Harry Potter ou, quem sabe, ter nascido no dia 29 de fevereiro. Comemorar aniversário só de quatro em quatro anos seria ideal pra mim.

1.8.08

Retrospectiva: os bolos

Por mais que eu não tenha o hábito de comer bolo em festa de aniversário (sempre devoro os salgadinhos), faço questão de comer no dia que completo mais um ano de vida. Mas eu não aceito qualquer bolo. Tem que ser um de chocolate, com recheio de chocolate, cobertura de chocolate, raspas de chocolate e muita cereja em cima. Por isso, resolvi fazer essa retrospectiva.

2003
Mamãe mandou uma confeiteira, que ela conhece há séculos, fazer o bolo. Depois de cantar o parabéns, parti o bolo e descobri que a massa era de trigo, não de chocolate. (p.s.: Nessa época eu não fazia questão das cerejas e nem das raspas de chocolate)

2004
Pelo que eu lembro, foi a mesma confeiteira que fez. A massa era de chocolate, mas as raspas não vieram e a mulher economizou nas cerejas.

2005
Mamãe encomendou uma torta enorme (sem cerejas, mas com raspas). Ela era tão grande que partiu antes de chegar no lugar da festinha.

2006
Tive uma pequena festa de 15 anos (sem formalidades) e o bolo veio junto com o buffet. Foi o melhor bolo da minha vida. Perfeito, perfeito. Além de muitas raspas, muitas cerejas, veio com morangos em cima.

2007
Encomendamos uma torta de novo. Não tinha raspas, mas muitas cerejas. E era muito gostosa! Nada que se comparasse com o bolo do ano anterior, é claro.

2008
Não encomendamos nada. Ontem minha irmã saiu para comprar um bolo e voltou com um que atendia a todos os meus requisitos. Além de ser bem gostosinho, ainda serviu de lanche para hoje, minha volta às aulas (numa sexta-feira!!!).

O escolhido: melhor bolo de todos os meus aniversários (2006). Dos que eu lembro, né.