Quando eu coloco uma roupa meio curta, penso que tenho que vesti-la enquanto ainda sou nova porque não tem coisa pior que coroa que não viveu a juventude e usa esse tipo de roupa fora da época. Então tá, fui com aquele vestido mesmo pra praia com mamãe e o padrasto. Foi no barzinho com o melhor risoto de camarão da cidade que meu aniversário começou. Não cantaram parabéns (felizmente), mas Luiza de Tom Jobim - uma das razões para o meu nome ser esse.
Depois que acordei com as rosas vermelhas vindas de Fraiburgo, começou a parte corrida do dia: comprar os comes e bebes pra reunião aqui em casa, voltar cedo do almoço pra enrolar brigadeiros - e perceber que eu já perdi essa técnica faz tempo -, dar um jeito na área de lazer do condomínio, lavar pratinhos, arrumar cadeiras, me arrumar.
Vale destacar que eu descobri que o meu pai, baiano, faz o melhor acarajé do mundo. Olha que eu não gosto do tradicional que comi de uma baiana em Salvador. O de papai é mais simples, pequenino, com vatapá, camarão e tomate só. Tudo caseiro. Tudo uma delícia. E o melhor de tudo é que ele aprendeu a fazer com receita da internet depois de desejar um acarajé gostoso por muito tempo.
À noite consegui reuni a família, os amigos que eu sempre encontro quando venho aqui passar férias e duas que eu não conversava direito desde os tempos da escola. E quer saber de uma coisa? Apesar de ter reclamado horrores de que faria aniversário e que preferia não passar por essa data, eu adorei meu dia. Não lembro qual tinha sido a última vez que comemorei um aniversário tão bem.
