Passei a tarde inteira pensando numa comparação. Queria poder dizer que, sei lá, pessoas são como bestsellers: algumas te oferecem uma amizade duradoura e estão ali o tempo inteiro, como o 1808 na lista dos dez mais da Veja. Besteira.
O que eu queria dizer é que tem gente na tua vida que é só passageiro, não faz parte da equipe de comissários. É claro que ainda acredito em amizade, não são crenças opostas. Sempre achei que universidade era o lugar de encontrar os amigos de verdade. Isso porque tanto a minha madrinha quanto a da minha irmã foram colegas de ciências contábeis da minha mãe. Não que eu não desse valor às minhas amigas de escola, algumas delas têm contato comigo até hoje, mas ficava imaginando que pessoas interessantes ia conhecer na faculdade. Quando minha irmã deixou de andar com meninas que antes eram tão próximas dela no curso, sinceramente achei que o problema era com ela. Como se todo amigo fosse coisa pra se guardar debaixo de vinte e cinco chaves e todo o lenga lenga. Nem todos são. Só fui perceber isso depois que passei pela mesma situação da minha irmã. Não na hora, porque a gente sofre quanto perde convivência com as pessoas, não tem jeito. Mas depois, quando vi que as pessoas que foram embora deixaram espaço para pessoas muito melhores.
É por isso que hoje me sinto mais capaz de perceber e aceitar um relacionamento enfraquecido, seja amizade, família ou qualquer coisa do tipo. Agora sei que somos tantos eus que dá vontade até de perguntar a todos e ao taxista ou à topmodel magrela na passarela, dando uma de orkut: Ei, quem é você? Não adianta forçar relações que tudo acaba em, quizás, meros conhecidos e, depois de algum tempo, numa conversa sem mágoas numa mesa de bar junto com tantos outros conhecidos e teus amigos perdidos ali no meio.
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26.7.11
26.6.11
Lá em casa é melhor
"Quantas maranhenses com menos de 20 anos você conhece morando em Floripa com dois amigos gays (que não são um casal) e estudando Jornalismo?" Essa descrição é muito boa, mas não fui eu que inventei, foi a Kauane. No começo do semestre, passei uma semana estagiando numa projeto crossmídia de revista e programa de TV voltados para quarentonas ricas. Éramos uma equipe formada apenas por mulheres, tirando o diagramador frila, e não tinha nenhum espelho na redação. O trabalho era tão legal por lá que eu não durei nem duas semanas, a minha amiga que tinha me recomendado também resolveu sair na mesma época e a Kauane, do setor comercial, estava cogitando outras propostas de emprego.
No dia em que avisei minhas chefas que tinha arranjado um estágio que pagava melhor para trabalhar menos, a Kauane também tinha sondado a chefa mais tranquila se poderia manter aquele emprego junto com outro. Recebeu um não. Nesse dia, almoçamos juntas. Ela tinha uns vinte e seis anos, morou no interior do Ceará até os 14, veio morar com uma tia em Florianópolis e com 16 casou e teve filho. Gostou da minha história de me mudar aos 17 e bem aleatória só para estudar Jornalismo. Foi a única oportunidade que tive de conversar de verdade com Kauane, depois nunca mais a vi. Mesmo assim, me identifiquei com ela. Da mesma maneira que eu me identifico com a paraibana que tem uma tapiocaria aqui perto de casa e "importa" farinha lá do estado dela para fabricar a melhor tapioca (ou o beijú, como nós maranhenses gostamos de falar). Nem a carne seca que ela usa é daqui do sul.
Não é nenhuma novidade o meu regionalismo forte. E é por isso que eu gosto de conhecer esse tipo de pessoa, com sotaques parecidos e diferentes do meu, com histórias de vida que talvez nem tenham relação com a minha, mas que compartilham dessa identidade comigo. Isso funciona como uma brecha na pós-modernidade, quando tudo que é sólido desmancha no ar, das identidades fragmentadas. Sou mulher maluca pra me assumir feminista, universitária, projeto de jornalista e filha da classe média sofredora, mas me reconheço mesmo como nordestina. Desculpa Stuart Hall, você que não se considera nem jamaicano nem inglês, mas eu não sou cidadã do mundo.
Deve ser por isso que eu fico tão triste quando conheço sergipanos, cearenses ou até mesmo maranhenses que ignoram nossa terra cheia de palmeiras e sabiás. Que seja ao menos como uma maranhense que eu conheço, se mude para Floripa seguindo os passos dos dois irmãos mais velhos, que seja, mas disfarce na hora de dizer por que mudou de cidade e garanta: a universidade, o clima, as pessoas, tudo lá em casa é melhor.
Edição: obrigada ao James, que identificou um erro de continuidade no meu texto! Essa descrição não fui eu que inventei e tinha esquecido de dizer quem tinha falado essa frase. E foi a tal Kauane.
No mais, eu não estou falando que o Maranhão é o melhor lugar do mundo, mas que não é porque eu me mudei pra estudar numa universidade mais estruturada que São Luís é a pior cidade do mundo e não tem nada de bom. Deu pra entender?
No dia em que avisei minhas chefas que tinha arranjado um estágio que pagava melhor para trabalhar menos, a Kauane também tinha sondado a chefa mais tranquila se poderia manter aquele emprego junto com outro. Recebeu um não. Nesse dia, almoçamos juntas. Ela tinha uns vinte e seis anos, morou no interior do Ceará até os 14, veio morar com uma tia em Florianópolis e com 16 casou e teve filho. Gostou da minha história de me mudar aos 17 e bem aleatória só para estudar Jornalismo. Foi a única oportunidade que tive de conversar de verdade com Kauane, depois nunca mais a vi. Mesmo assim, me identifiquei com ela. Da mesma maneira que eu me identifico com a paraibana que tem uma tapiocaria aqui perto de casa e "importa" farinha lá do estado dela para fabricar a melhor tapioca (ou o beijú, como nós maranhenses gostamos de falar). Nem a carne seca que ela usa é daqui do sul.
Não é nenhuma novidade o meu regionalismo forte. E é por isso que eu gosto de conhecer esse tipo de pessoa, com sotaques parecidos e diferentes do meu, com histórias de vida que talvez nem tenham relação com a minha, mas que compartilham dessa identidade comigo. Isso funciona como uma brecha na pós-modernidade, quando tudo que é sólido desmancha no ar, das identidades fragmentadas. Sou mulher maluca pra me assumir feminista, universitária, projeto de jornalista e filha da classe média sofredora, mas me reconheço mesmo como nordestina. Desculpa Stuart Hall, você que não se considera nem jamaicano nem inglês, mas eu não sou cidadã do mundo.
Deve ser por isso que eu fico tão triste quando conheço sergipanos, cearenses ou até mesmo maranhenses que ignoram nossa terra cheia de palmeiras e sabiás. Que seja ao menos como uma maranhense que eu conheço, se mude para Floripa seguindo os passos dos dois irmãos mais velhos, que seja, mas disfarce na hora de dizer por que mudou de cidade e garanta: a universidade, o clima, as pessoas, tudo lá em casa é melhor.
Edição: obrigada ao James, que identificou um erro de continuidade no meu texto! Essa descrição não fui eu que inventei e tinha esquecido de dizer quem tinha falado essa frase. E foi a tal Kauane.
No mais, eu não estou falando que o Maranhão é o melhor lugar do mundo, mas que não é porque eu me mudei pra estudar numa universidade mais estruturada que São Luís é a pior cidade do mundo e não tem nada de bom. Deu pra entender?
19.2.11
Lombra
Vamos abrir esse blog para discussões: quando viajei de Floripa pra cá, saí do horário de verão para o horário normal (afinal, quando adiantávamos uma hora como o resto do Brasil, eu acordava e chegava na escola ainda com o tempo escuro como se fosse noite. Logo, gastávamos mais energia) e quando "ganhei" essa hora, estava contando que ia perdê-la quando voltasse pras aulas. A questão é que o horário de verão acaba hoje e eu só volto semana que vem. Quando chegar no aeroporto Hercílio Luz, não vou ter que atrasar o relógio. E agora, como é que fica aquela hora que eu ganhei? Sou uma hora mais velha que todo mundo!
6.2.11
Teorema da sua linda
Todo mundo têm uma amiga linda, bonita, interessante, charmosa, que tem pernas bonitas sem nunca ter feito academia. Não que a gente, normal, se ache a pessoa mais feia do mundo, mas a vida ensina: ela é quem vai chamar atenção, os caras vão olhar pra ela e tentar conquistá-la, simples, sem dramas e nem ressentimentos. No ensino médio, ela conseguia os caras mais bonitos da escola e também os mais bonitos das outras escolas, só fazer amigos novos. Agora que tá todo mundo na faculdade, ela tem histórias com os caras mais interessantes. Aquela velha lei da sobrevivência, você sabe quem é mais forte.
E, observando a minha amiga linda nessas férias, cheguei a essa conclusão: todos aqueles caras bizarros que tentam chegar na sua amiga linda no meio da rua, numa mesa de amigos em comum, na balada (e esse é o pior lugar pra eles), acham que estão numa comédia romântica típica. Coitados. Acham, é claro, a menina a mais bonita do lugar, querem conversar, podem passar o resto da vida com elas. O pior de tudo é que acham que elas sentem o mesmo. Coitadas. Se cada abordagem que elas recebem fosse mesmo tão significativa, iam protagonizar uns dez filmes água com açúcar por dia.
E, observando a minha amiga linda nessas férias, cheguei a essa conclusão: todos aqueles caras bizarros que tentam chegar na sua amiga linda no meio da rua, numa mesa de amigos em comum, na balada (e esse é o pior lugar pra eles), acham que estão numa comédia romântica típica. Coitados. Acham, é claro, a menina a mais bonita do lugar, querem conversar, podem passar o resto da vida com elas. O pior de tudo é que acham que elas sentem o mesmo. Coitadas. Se cada abordagem que elas recebem fosse mesmo tão significativa, iam protagonizar uns dez filmes água com açúcar por dia.
29.1.11
Sim senhor
Tava pensando, nunca na vida obedeci tanto. Quando somos adolescentes, na fase crítica, só queremos seguir nossas próprias vontades, fingir que controlamos alguma coisa. Não fugi à regra, ouvia o que minha mãe falava. Tá, não quando ela me mandava parar de estudar e dormir mais cedo. Descontava toda minha rebeldia nos professores. Coitados. Odiava a quase todos. Não sabiam ensinar, aprendia melhor por conta. E tenho pensado com certa frequência neles já que o apê atual em São Luís fica um pouco depois da escola antiga. Por esses dias, voltaram as aulas. Vejo aquela ladeira, o pessoal que nem conheço mais de farda verde, os mesmos vigias, o segurança, as secretárias de vez em quando. Nostalgia é minha vizinha agora.
Voltando, perdi a conta de quantas vezes reclamei deles, algumas briguei no meio da aula, importunando os colegas que queriam que o professor resolvesse o maior número de questões possíveis pra ver se alguma caía na prova. Fiz acusações. Só enrolavam, ninguém aprendia de verdade com eles, poderia ler meu livro em paz porque conseguia ouvir a "explicação" ao mesmo tempo. No fim, simplesmente desisti de assistir às aulas de geografia. Os coordenadores tentavam me fazer voltar pra sala, conversei com as diretoras gêmeas sobre isso, desistiram de mim, colégio pequeno é bom por isso. Teve uma época que impliquei com os tais pontos qualitativos. A prova mensal valia sete pontos e os outros três, bem, os professores faziam o que queriam com eles. O que ensinava literatura, português e redação passava umas atividades, mas gostava de escolher notas aleatórias. Respondia às questões que ele mandava. Não, não mostrava pra ele. Ficava sem os pontos. Eram humilhação demais pra mim. Agora, na faculdade, acho que só recebi duas ou três médias de disciplinas que não fossem basicamente pontos qualitativos.
É, a cena mudou mesmo. Ainda odeio alguns professores, mas meu diploma depende deles. Preciso. Na época de vestibulanda, sabia que uma máquina corrigiria meu gabarito e que quem leria minhas questões discursivas ou minha redação nem imaginaria que eu era maranhense. Sei lá, o máximo que falei nesses dois anos de vida ufisquiana foi que precisávamos ir ao Restaurante Universitário, era meio-dia e meio, tínhamos aula em seguida, libera logo a gente. Tive que ouvir aquele básico "Repórter que é repórter nem sente fome quando tem que fechar uma matéria". Ignorei a criatura o resto do semestre e, felizmente, não o encontrarei até a formatura. E, nesses tempos, que me acostumei com as médias qualitativas, que não reclamei das taxas acadêmicas que estão sendo cobradas agora e nem da demolição da segunda ala do RU, percebi: eu obedeço. Raíssa (o instrutor da autoescola sempre erra meu nome), passa a segunda! Não tenho mais que te avisar pra passar a marcha. Vira pra esquerda, não, pra direita, isso. Para no meio da ladeira. Vai soltando a embreagem, isso. Agora para de novo. Sai de novo. E, pra completar, entrei pra academia. Não, mexe só o antebraço, o resto tem que ficar parado. Faz duas de doze, três de dez, já se alongou? O que aquela chata diria de mim? Procurando tantas instruções? E, pior, ficando satisfeita em fazer tudo direito? Agora dez minutinhos de bicicleta. A contagem é regressiva, ok?
Voltando, perdi a conta de quantas vezes reclamei deles, algumas briguei no meio da aula, importunando os colegas que queriam que o professor resolvesse o maior número de questões possíveis pra ver se alguma caía na prova. Fiz acusações. Só enrolavam, ninguém aprendia de verdade com eles, poderia ler meu livro em paz porque conseguia ouvir a "explicação" ao mesmo tempo. No fim, simplesmente desisti de assistir às aulas de geografia. Os coordenadores tentavam me fazer voltar pra sala, conversei com as diretoras gêmeas sobre isso, desistiram de mim, colégio pequeno é bom por isso. Teve uma época que impliquei com os tais pontos qualitativos. A prova mensal valia sete pontos e os outros três, bem, os professores faziam o que queriam com eles. O que ensinava literatura, português e redação passava umas atividades, mas gostava de escolher notas aleatórias. Respondia às questões que ele mandava. Não, não mostrava pra ele. Ficava sem os pontos. Eram humilhação demais pra mim. Agora, na faculdade, acho que só recebi duas ou três médias de disciplinas que não fossem basicamente pontos qualitativos.
É, a cena mudou mesmo. Ainda odeio alguns professores, mas meu diploma depende deles. Preciso. Na época de vestibulanda, sabia que uma máquina corrigiria meu gabarito e que quem leria minhas questões discursivas ou minha redação nem imaginaria que eu era maranhense. Sei lá, o máximo que falei nesses dois anos de vida ufisquiana foi que precisávamos ir ao Restaurante Universitário, era meio-dia e meio, tínhamos aula em seguida, libera logo a gente. Tive que ouvir aquele básico "Repórter que é repórter nem sente fome quando tem que fechar uma matéria". Ignorei a criatura o resto do semestre e, felizmente, não o encontrarei até a formatura. E, nesses tempos, que me acostumei com as médias qualitativas, que não reclamei das taxas acadêmicas que estão sendo cobradas agora e nem da demolição da segunda ala do RU, percebi: eu obedeço. Raíssa (o instrutor da autoescola sempre erra meu nome), passa a segunda! Não tenho mais que te avisar pra passar a marcha. Vira pra esquerda, não, pra direita, isso. Para no meio da ladeira. Vai soltando a embreagem, isso. Agora para de novo. Sai de novo. E, pra completar, entrei pra academia. Não, mexe só o antebraço, o resto tem que ficar parado. Faz duas de doze, três de dez, já se alongou? O que aquela chata diria de mim? Procurando tantas instruções? E, pior, ficando satisfeita em fazer tudo direito? Agora dez minutinhos de bicicleta. A contagem é regressiva, ok?
30.12.10
Adorno nunca mais
Meu lado nerd fica contente de dizer que sim, eu fui uma aluna aplicada esse ano. Apesar de toda a procrastinação e os feriados me lamentando porque estava sozinha em Florianópolis, consegui cumprir todos meus compromissos com a faculdade, descobri que adoro diagramar, fiz uma revista que me dá orgulho, amadureci como estudante de jornalismo, mas ainda tenho tanto pra aprender. Assim que é bom, né? De quebra ainda voltei a estudar inglês, tava precisando. Também li mais, principalmente no primeiro semestre, e até parei de chegar atrasada em tantas aulas. Não fiz dança de salão, desisti logo no começo do ano, não consegui parar de tomar refrigerante, eu juro que tentei. Não conheci Floripa como eu queria, mas foi consequência de ter ficado trancada em casa escrevendo 19 páginas sobre democratização da comunicação ou lendo Adorno, Benjamin, Foucault... Mantive sim mais contato com a família, mas quanto a amigos, me parece que não tenho mais uma vida aqui em São Luís. Por fim, considerando que me matriculei na autoescola essa semana, dei o primeiro passo para aprender a dirigir e tirar minha carteira de motorista. As metas completas que fiz no início desse ano você encontra aqui.
Foi bom perceber que até cumpri o que tinha previsto pra 2010, é bom esquecer um pouco das partes ruins desses últimos meses. E, caramba, eu conheci Miami, Nova Iorque, voltei à Jamaica e agora conheci São Paulo num momento completamente Sheep na cidade grande. Andei de metrô e ônibus sozinha em Sampa, não sei como, já que em NYC só me virei com a ajuda da irmã mais velha. Arranjei meu primeiro estágio, que não foi uma grande oportunidade, mas a experiência tá valendo alguma coisa. Tive um professor maravilhoso daqueles que inspiram um mundo acadêmico. E agora moro com pessoas legais, são meus amigos. Na verdade, o ano começou muito, muito bem. Parei e pensei que era a vida que eu queria, só tinha gente que eu gostava ao meu redor. Daí tudo desabou e desabou e desabou. Só foi começar a melhorar no último segundo. 2010 foi um ano pesado.
Foi bom perceber que até cumpri o que tinha previsto pra 2010, é bom esquecer um pouco das partes ruins desses últimos meses. E, caramba, eu conheci Miami, Nova Iorque, voltei à Jamaica e agora conheci São Paulo num momento completamente Sheep na cidade grande. Andei de metrô e ônibus sozinha em Sampa, não sei como, já que em NYC só me virei com a ajuda da irmã mais velha. Arranjei meu primeiro estágio, que não foi uma grande oportunidade, mas a experiência tá valendo alguma coisa. Tive um professor maravilhoso daqueles que inspiram um mundo acadêmico. E agora moro com pessoas legais, são meus amigos. Na verdade, o ano começou muito, muito bem. Parei e pensei que era a vida que eu queria, só tinha gente que eu gostava ao meu redor. Daí tudo desabou e desabou e desabou. Só foi começar a melhorar no último segundo. 2010 foi um ano pesado.
24.11.10
Moleskine online
Gosto de comparar o mamãe e meu padrasto com meu último relacionamento. Depois dessa briga de ontem, minha irmã, que mora/morava com eles, ficou fragilizada e mamãe se mostra sem perspectivas de uma volta. Eu, fico na mesma posição de sempre. Queria respostas. Queria saber logo o que que vai acontecer. Que quadro vou encontrar quando chegar em casa lá pelo dia 20 de dezembro (é, minha passagem ainda não foi comprada). O que muito me faltou nessa vida foi paciência. Palavrinha que não existe na minha cabeça. Por isso sou tão ansiosa, tenho tanta pressa e acabo ficando perdida.
Nos últimos (vinte) dias, eu realmente me sinto mais leve, pareço um pouco mais calma, mais consciente. E enxergo a beleza/felicidade em momentos como o de escutar a máquina de lavar trabalhando (lavar jeans na mão nunca mais) e estender as roupas nos varais improvisados de quem mora num apartamento sem varanda e precisa aproveitar o vento e o sol que entra pelas janelas.
Devia organizar meus pensamentos no moleskine que eu comprei e está quase em branco, mas odeio minha letra cursiva.
Nos últimos (vinte) dias, eu realmente me sinto mais leve, pareço um pouco mais calma, mais consciente. E enxergo a beleza/felicidade em momentos como o de escutar a máquina de lavar trabalhando (lavar jeans na mão nunca mais) e estender as roupas nos varais improvisados de quem mora num apartamento sem varanda e precisa aproveitar o vento e o sol que entra pelas janelas.
Devia organizar meus pensamentos no moleskine que eu comprei e está quase em branco, mas odeio minha letra cursiva.
18.8.10
Quero ser Leonardo da Vinci
A invenção do relógio de pulso foi impulsionada por Santos Dumont que precisava marcar o tempo de voo e considerava perigoso ter que tirar o objeto do bolso. Uma mulher de 33 anos, formada em jornalismo e em gastronomia, ganha 3 milhões ao ano vendendo brigadeiros mais chiques que ela criou. O modelo Starbucks foi sugerido por um empregado criativo rejeitado e que depois acabou liderando toda a rede de cafeterias. O bufê de sorvete que eu tanto amo foi um reaproveitamento de um bufê de cachorro-quente perto de uma sorveteria. O site Estante Virtual foi pensado por um candidato a mestrado em Psicologia Social que precisava de livros aleatórios. O delivery de pizza surgiu com a Domino's Pizza nos dormitórios da Universidade de Michigan. O Buscapé foi uma baita sacada de uns brasileiros.
Vou largar o jornalismo, fazer uma viagem criativa e ter uma ideal genial de um negócio. Depois eu conto a experiência na Pequenas Empresas & Grandes Negócios.
p.s.: Teve nota sobre a invenção da receita da Coca-Cola, mas faltou a do Guaraná Jesus, criado por acidentalmente quando o farmacêutico Jesus tentava imitar um xarope pra não sei o que.
Vou largar o jornalismo, fazer uma viagem criativa e ter uma ideal genial de um negócio. Depois eu conto a experiência na Pequenas Empresas & Grandes Negócios.
p.s.: Teve nota sobre a invenção da receita da Coca-Cola, mas faltou a do Guaraná Jesus, criado por acidentalmente quando o farmacêutico Jesus tentava imitar um xarope pra não sei o que.
4.8.10
Semana de saco cheio
Estou há mais de um mês tentando alugar um apartamento com dois amigos e sendo obrigada a lidar com a atendente/corretora mais mosca morta de Florianópolis. A imagem que eu tenho dela é de uma baita procrastinadora. Sei que não posso falar muito porque conheço bem essa condição de vida, mas no meu estágio ninguém depende do que eu faço pra arranjar um lugar pra morar. Então é isso, desço o mapa do Brasil nesse sábado e ainda não tenho um lar. Eis a razão de estar com tanto saco cheio de São Luís mesmo sem ter ido a todos os lugares que queria ir, sem ter tomado o sorvete de tapioca na minha sorveteria preferida e sem ter visto alguns amigos (de novo). Ao mesmo tempo que não posso voltar porque não tenho nem cama e nem teto pra dormir embaixo, queria resolver tudo isso logo e voltar a sentir um friozinho nessa vida. Outro dia senti um ventinho muito fresco aqui em casa e vesti um bolero pra me agasalhar. Um bolero. E claro que senti calor depois.
30.7.10
Pagu indignada no palanque
Anteontem foi o Dia da Lingerie no twitter e só uma garota que eu sigo participou disso. Na verdade, ela não só participou como é uma das incentivadoras. Fiquei pensando por que ela faz tanta propaganda, por que concorda tanto. E acabei me questionando: "Por que eu a sigo?". Juro que tentei achar motivos decentes, mas não deu. Só a seguia porque ela é bonita e vi o quanto eu estava exercitando meu lado machista lendo os tweets dela. Unfollow. Se eu ao menos não fosse heterossexual, teria uma razão, mas né.
p.s.: Sou contra o #lingerieday.
p.s.: Sou contra o #lingerieday.
21.6.10
Vou xingar muito no twitter
O CALA BOCA GALVÃO foi engraçado, rendeu boas piadas, assunto no bar e todo o resto. Ainda houve uma tentativa de fazer algo parecido com a Geyse Arruda, mas - enfim - não deu certo. Agora com toda essa polêmica envolvendo o nosso técnico Dunga e os jornalistas da Globo, não se fala em outra coisa e sempre vejo na minha timeline alguém mandando o Tadeu Schmidt calar a boca. Tudo isso só me faz lembrar do quanto todas essas pessoas que hoje reclamam do Galvão, da Geyse, do Tadeu fizeram graça com os fãs da banda Hori - "família Restart" - porque um guri falou numa entrevista que iria xingar muito no twitter. E essas pessoas não estão fazendo exatamente isso? Xingando o narrador esportivo mais famoso do Brasil (deve haver alguém que goste), xingando a Globo, xingando os jornalistas, xingando os próprios brasileiros que se ocupam com os trending topics e nem ligam para o aumento dos salários dos senadores. Resumindo: todo mundo xingando muito no twitter. Puta falta de sacanagem.
9.6.10
Na madrugada
Que vontade de postar, assuntos não param de aparecer aqui no meu cérebro maranhense. Mas procrastinei, procrastinei e agora preciso dormir pra aula de amanhã. Boa noite e volto com o blog direitinho no final de semana.
13.5.10
Onde eu estou
Ando com vontade de escrever sobre N coisas, mas não tenho muito tempo livre nem pra pensar num texto e muito menos visitar o blog de vocês. Agora me loguei na conta do blogspot muito aleatoriamente pra ver se tinham comentários novos (porque o post passado já tava tão antigo que os comentários iam pra aprovação) e dei de cara com um recado deixado por um anônimo "ahh cadê você?".
Pode ser um stalker, a Moni (amiga da faculdade que sempre me maroca), um de vocês que esqueceu ou ficou com preguiça de se logar, enfim. O que importa é que continuo aqui em Floripa, perto da UFSC, andando com meu óculos roxo torto e desviando das poças d'água nesses dias de chuva. Pensando em pautas, lendo sobre jornalismo internacional ou jornalismo online, aprendendo a mexer no Flash com um livro, tentando decidir se continuo minha revista sobre noivas pra disciplina de planejamento gráfico ou se jogo tudo pra cima e faço sobre New York.
31.3.10
Retratração
Peço desculpas a toda a classe médica e até mesmo aos vestibulandos de medicina. Desculpa especial para o meu mais novo otorrino. Acontece que de ontem pra hoje eu melhorei um monte, remédios fizeram efeito. Estou tossindo com uma frequência bem menor e só fico realmente mal quando fico no ar-condicionado forte. Agora dei pra ter insônia, mas isso é outra história.
28.3.10
Yeah, it makes me smile
Na real, a gente só volta de verdade com o blog quando muda o visual, né? E eu tô querendo um layout com fotos arrumadinhas de NYC. Enquanto não arranjo coragem pra fazer isso de verdade, fico com essa foto tirada numa square com esquilos qualquer. Em dois anos de and make me smile, é a segunda vez que uso uma foto minha como header. Da outra vez, durou cerca de um mês. Essa com certeza vai durar menos.
Pensei em mudar o endereço do blog. O "luisapinheiro" já foi ocupado por um blog com apenas um post, ia usar o "pinheiroluisa". Cheguei até a mudar meu @ no twitter por uns dois dias, mas voltei hoje a ser @luhsmile.
O que me fez mesmo querer voltar ao blog foi o apoio de uma blogueira em especial nesse tempo difícil que passei. Alguém que eu conheci por aqui, com quem eu raramente conversava, uma pessoa que até agora não conheço muito bem. Mas me escutou quando eu tinha o que falar e me ajudou um monte. Volto pelas amizades que já fiz e pelas muitas que ainda espero fazer.
E é isso... espero criar coragem em breve pra voltar a saber o que é responder comentários e pra postar com frequência.
Pensei em mudar o endereço do blog. O "luisapinheiro" já foi ocupado por um blog com apenas um post, ia usar o "pinheiroluisa". Cheguei até a mudar meu @ no twitter por uns dois dias, mas voltei hoje a ser @luhsmile.
O que me fez mesmo querer voltar ao blog foi o apoio de uma blogueira em especial nesse tempo difícil que passei. Alguém que eu conheci por aqui, com quem eu raramente conversava, uma pessoa que até agora não conheço muito bem. Mas me escutou quando eu tinha o que falar e me ajudou um monte. Volto pelas amizades que já fiz e pelas muitas que ainda espero fazer.
E é isso... espero criar coragem em breve pra voltar a saber o que é responder comentários e pra postar com frequência.
11.2.10
(Para)nóias e a balança
Sempre fui muito magra. Sabe, raquítica mesmo. E quando eu era guria nem ligava pra isso, mas era bem zoada na escola por ser magrela. O tempo passou e, claro, continuei assim. Nunca fiz uma atividade física por tempo suficiente e passei muito tempo sem comer direito. Mas até quando eu passei a fazer todas as refeições no horário e comer melhor, engordei tão pouquinho que não fez diferença alguma. Só quando eu me mudei pra Floripa que surgiram algumas gordurinhas na barriga e nas costas (por que não nas pernas e nos braços, né?). E agora que eu passei uma semana na dieta de fast-food típica dos Estados Unidos que as pessoas foram realmente perceber que eu ganhei um quilinhos a mais. Já disseram que meu rosto tá mais redondinho (e que ficou melhor assim, sei...) e minhas gordurinhas estão claramente maiores. Mas, sabe, nem me importo. Porque tendo gordurinha em algum lugar, eu me sinto bem menos magra. Posso até arriscar que meus braços tão um pouco mais fofinhos. E, sinceramente? Estou bem mais feliz em frente ao espelho agora. Quem sabe esteja bem mais próxima da classificação "normal" do que da "magra" hoje em dia.
6.1.10
Adeus, haloscan...
E aí que de uma hora pra outra o haloscan avisa que vai abolir os serviços gratuitos e fiquei órfã de sistema de comentários. Foi uma luta pra conseguir colocar os comentários do blogger aqui porque eles insistiam em não aparecer... Fui obrigada a criar um novo blog, exportar o andmakemesmile, importar pro novo blog, mudar o endereço do andmakemesmile e colocar essa url no novo blog. Deu certo pelo menos e eu nem pedi o endereço andmakemesmile.blogspot, ufa!
Ainda não consegui foi importar os comentários do haloscan pra cá, tentei pesquisar no google, mas só achei um método muito complexo para minha cabeça febril (é, pra quem não viu no twitter, tive até que ir ao médico hoje de manhã). O que eu sei é que estou um tanto órfã de comentários, mas nessa vida blogueira a gente tem que se acostumar ao desapego e abrir mão de uns posts, uns comentários, uns blogs de vez em quando, né?
Ainda não consegui foi importar os comentários do haloscan pra cá, tentei pesquisar no google, mas só achei um método muito complexo para minha cabeça febril (é, pra quem não viu no twitter, tive até que ir ao médico hoje de manhã). O que eu sei é que estou um tanto órfã de comentários, mas nessa vida blogueira a gente tem que se acostumar ao desapego e abrir mão de uns posts, uns comentários, uns blogs de vez em quando, né?
1.1.10
Metas para 2010
1 - Me dedicar mais ao curso de Jornalismo, ser mais disciplinada e organizada com os estudos.
Porque depois de tanto lutar pra estudar o que eu queria, não aproveitei nada e não estudei nem metade do que deveria ter estudado. Quero voltar a ser a boa aluna que já fui um dia...2 - Voltar a estudar inglês e tomar todas as providências pra conseguir fazer meu intercâmbio.
Tentei fazer o inglês da UFSC que é muito barato e que me empolgou no início quando soube que minha teacher tinha morado durante oito anos em Londres. Ela falava super bem, mas não sabia lidar com a turma e a gente não aprendia nada novo naquelas doses homeopáticas de inglês. Preciso decidir que tipo de intercâmbio vou fazer, pra qual universidade vou... Resumindo: tenho que providenciar tudo!3 - Fazer dança de salão.
Porque é muito ruim ficar sentada nas festas sem saber dançar aquele forró pé-de-serra e a música Carolina de Seu Jorge. Se eu e meu namorado tivermos o horário livre, vamos fazer juntos!
4 - Tomar menos refrigerante e tentar levar uma vida mais saudável, começar a comer salada...
Olha que eu fiz essa meta antes de descobrir que eu tava com aquele início de refluxo e precisava maneirar no refrigerante e nas frituras. No mesmo dia que fui ao médico, passei no mercado e comprei um montão de suco pra casa (não tinha nenhum aqui). E acho que comer salada é uma questão de hábito. Nunca tive isso em casa, mas agora que só convivo com pessoas mais saudáveis, não faz muito sentido continuar sendo a pessoa estranha que não come coisas verdes. 5 - Ler mais, organizar também o meu tempo e parar de passar tanto tempo na internet (procrastination) pra exibir uma linda lista de livros lidos no final de 2010.
Sério, esse ano eu não li nada. Foram uns 14 livros e uma boa parte deles foi leitura obrigatória da faculdade, um horror. Preciso realmente organizar melhor meu tempo e ler maaaaais. Não sei porque fico com tanta preguiça de ler nesses tempos, livro é algo que eu gosto tanto!6 - Manter mais contato com a minha família e os amigos de Slz quando estiver em Floripa.
Quando estou em terras catarinenses, falo pouco até com a minha própria mãe e sinto falta desse contato. Passeio ano inteiro sem comprar um microfone pra falar de graça com mamãe pelo skype, triste. Esse problema já foi resolvido, já comprei um. Agora só reservar um tempinho pra falar mais com ela.7 - Conhecer Floripa, ainda não conheço nada lá longe da área que vivo.
Nunca fui à praia lá e só saí pra lagoa uma vez, triste triste triste. Tô pior do que turista. Não posso deixar passar mais um verão e não conhecer a Praia Mole, Jurerê, Joaquina...8 - Parar de chegar atrasada nos lugares, principalmente nas aulas.
Já fiquei famosa entre os novos amigos por causa dessa minha pequena característica. Só eu sei o quanto me enrolo antes de sair de casa. Pelo menos agora moro mais perto da universidade e de todos os outros lugares da vida! Nada de me atrasar mais ainda esperando ônibus...9 - Aprender a dirigir e tirar a carteira de motorista.
Porque já fiz 18 anos há seis meses e preciso parar de ficar dependendo de carona o tempo todo. Ainda mais porque talvez possa comprar um carrinho usado... Mas, cuidado, porque eu no trânsito devo ser uma negação!
Feliz ano novo para vocês! (:
31.12.09
Balanço das metas de 2009
Chega aquele dia do ano que tá todo mundo criando novas metas pra não cumprir no ano seguinte, mas eu ainda tenho que prestar contas comigo, com vocês, com os bytes para saber se alcancei ao menos uma das metas que postei aqui no primeiro dia desse ano. As metas em negrito foram as que eu cumpri. E as em itálico, que eu não cumpri.
1. Praticar exercícios físicos.
Olha, eu não fiz academia e muito menos pratiquei algum esporte. Mããããs eu posso dizer que o meu preparo físico melhorou depois de tanto subir a ladeira (muito tensa) do pensionato onde eu morava. Sem contar que também passei boa parte do primeiro semestre indo a pé para a UFSC e eu demorava uns 25 minutos andando e ainda tinha que ficar subindo e descendo morro (amo a geografia de Floripa... ). Considero que alcancei metade dessa meta.
2. Aprender a cozinhar.
Aprender a cozinhar eu aprendi, aqui mesmo em São Luís, antes de me mudar. O básico eu sei fazer, carne, farofa, vinagrete, a teoria do arroz... A questão é que em Floripa eu nuuunca cozinho. Além de morrer de preguiça, existe o restaurante universitário custando 1 real e cinquenta, né?
3. Não desviar do foco do curso de Jornalismo e da vontade que eu tenho de estudar Letras.
A questão é que eu nem sonhando quero estudar Letras! hahaha. E tudo o que eu não tive em 2009 foi foco. Portanto, meta nada cumprida.
4. Arranjar um emprego.
Fail. Não arranjei um emprego, nem bolsa na universidade, nem nada. Teriam surgido algumas oportunidades, mas depois eu comecei a achar que não tava na minha hora.
5. Melhorar o meu inglês e pensar em aprender outra língua.
Pensar em aprender outra língua eu penso o tempo todo, mas só penso também. Principalmente porque o meu objetivo agora é aperfeiçoar meu inglês, coisa que não fiz esse ano, pra fazer meu intercâmbio em paz. Acho que não adianta começar outra língua agora, sendo que eu nunca cheguei a minha tão sonhada fluência no querido inglês.
6. Ser uma pessoa menos individualista.
Considerando que meu namorado me conheceu esse ano e me acha uma pessoa muito individualista, acho que eu não mudei nada..
7. Dar voz ao meu lado emocional.
Opa, essa eu cumpri! A melhor coisa que fiz foi me livrar de um relacionamento que não me fazia bem nenhum e encontrei um namorado perfeito tipo do meu lado!
8. Voltar a escrever no meu diário.
Só escrevi no meu diário quando eu passei aquele mês sem internet e já tava quase surtando em casa. Mas, considerando que antes eu escrevia no diário porque tinha que "contar" minhas coisas para alguém e que hoje não tenho mais nada a ver com aquela pessoa fechada ao extremo, acho que não existe tanta necessidade de continuar escrevendo o tempo inteiro sobre os meus sentimentos. Se bem que se eu comprasse um diário novo (não guento mais aquele caderno que uso há uns dois anos), poderia me empolgar a escrever mais..
9. Me preocupar mais com minha saúde.
Olha, quando eu aprensentei uns sintominhas de doença no segundo semestre, eu fiquei bem preocupada mesmo, mas nem fui ao médico porque foi numa época que eu estava sem plano de saúde. Aquele hospital universitário é uma loucura e eu não ia pagar uma consulta particular, né? Enfim, agora que o plano de saúde voltou estou indo a todos os médicos que não fui no ano inteiro e pronto. Ah, descobri que estou meio que com princípio de refluxo e, por isso, meu probleminha na garganta. Vou tomar remédio por duas semanas e maneirar no refrigerante (tenso!).
10. Ser menos preguiçosa.
Ainda continua difícil encontrar alguém mais preguiçosa que eu. Tenho melhorado um pouco, mas continuo sendo muuito. Meu namorado que o diga, né?
De dez metas, consegui cumprir só 3 e meia, que vergonha! Foi ainda pior que em 2008, quando cumpri 4 e meia. Por que eu crio tantas metas impossíveis? Hein, hein?
+ Amanhã posto as metas para 2010, mantendo a tradição.
16.12.09
Como escrevo, José?
Agorinha tava lendo as últimas atualizações do blog Dois braços esquerdos, do Felipe Gutierrez (jornalista do Profissão Repórter e que veio para a palestra de encerramento da 8ª Semana do Jornalismo da UFSC). Lendo as palavras dele, percebi que o jeito que ele escreve no blog é muito parecido com o jeito que ele falou na palestra, com o jeito que ele demonstra no programa. E aí eu fiquei me perguntando se eu também consigo isso, de escrever mais ou menos do jeito que eu falo.
Sei que não escrevo aqui os "Oxe!" e "É o que, menino(a)?" que solto quando converso com alguém. Tava disposta a escrever esse post perguntando a opinião de vocês e lembrei que, dãr, ninguém me conhece pessoalmente. Fica a minha dúvida, então. E vocês não têm a chance de ler o que eu escrevo com todo meu sotaque maranhense (admiti que tenho sotaque, droga!).
Sei que não escrevo aqui os "Oxe!" e "É o que, menino(a)?" que solto quando converso com alguém. Tava disposta a escrever esse post perguntando a opinião de vocês e lembrei que, dãr, ninguém me conhece pessoalmente. Fica a minha dúvida, então. E vocês não têm a chance de ler o que eu escrevo com todo meu sotaque maranhense (admiti que tenho sotaque, droga!).
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