16.12.09

Como escrevo, José?

Agorinha tava lendo as últimas atualizações do blog Dois braços esquerdos, do Felipe Gutierrez (jornalista do Profissão Repórter e que veio para a palestra de encerramento da 8ª Semana do Jornalismo da UFSC). Lendo as palavras dele, percebi que o jeito que ele escreve no blog é muito parecido com o jeito que ele falou na palestra, com o jeito que ele demonstra no programa. E aí eu fiquei me perguntando se eu também consigo isso, de escrever mais ou menos do jeito que eu falo.
Sei que não escrevo aqui os "Oxe!" e "É o que, menino(a)?" que solto quando converso com alguém. Tava disposta a escrever esse post perguntando a opinião de vocês e lembrei que, dãr, ninguém me conhece pessoalmente. Fica a minha dúvida, então. E vocês não têm a chance de ler o que eu escrevo com todo meu sotaque maranhense (admiti que tenho sotaque, droga!).

13.12.09

Natal em Floripa

Quando eu conheci a Beira-Mar de Florianópolis, descobri o que era uma avenida bonita de verdade. Porque a Avenida Beira-Mar de São Luís não é bem desse estilo e a que mais se aproxima é a Litorânea, que também não corresponde ao padrão de prédios altos e belíssimos na frente da praia. A referência de Beira-Mar que eu tinha era a de Fortaleza e a de Maceió, mas nem se comparam a daqui. Aí mamãe resolveu se apaixonar pelo clima natalino só porque foi a New York há algum tempo e viu a cidade preparando a decoração. Ela começou a insistir que eu tirasse fotos do Natal daqui de Floripa. Nada que um passeio pela Beira-Mar e pelo Iguatemi não resolvesse.


Na Beira-Mar, pude conferir a árvore de natal bancada pela prefeitura e que custou 3,7 milhões de reais. Já tinham me dito que ela não era lá muito bonita, mas ela é totalmente decepcionante. Ainda mais por ter custado tão cara. De longe, ela não chama muita atenção porque não fica perto dos postes de iluminação e a luz que ela emite não é assim tão chamativa.


De perto, a árvore consegue ser ainda pior. Tive que aumentar o brilho da foto para que aparecesse algo aí. Fico imaginando como deve ser frustrante para os pais levarem os filhos pequenos para ver a tal árvore de perto e se depararem com isso. De dia, ela consegue ser ainda pior. Sem a iluminação, ela é de um verde morto e não aparece nada além de uns desenhos natalinos toscos.


O passeio ao menos foi salvo pela passagem dos caminhões de natal da Coca-Cola, com direito a trenó com Papai Noel safadinho acompanhado por duas Mamães Noel e musiquinha para dar aquele clima natalino. Só tinha visto esses caminhões uma outra vez há uns oito anos, em São Luís, quando passaram na porta da minha casa.


Da decoração do Iguatemi, só essa foto porque, apesar de caprichada, decoração de shopping é sempre tão parecida e sem nada de novo, né?

12.12.09

Quase um show de Jota Quest

Ganhei ingresso para uma festa de formatura do terceirão de uma escola daqui de Florianópolis. Tinha show do Jota Quest e eu sempre odiei o Rogério Flausino & Amigos, mas resolvi ir com o namorado mesmo assim. Afinal, seria uma boa oportunidade para colocar uma roupa bonita e sair de casa. O lugar era lá no Norte da Ilha. Pegamos carona e esperamos que nossos amigos chegassem para nos entregar os convites. E, bem, o traje era social, mas não sabíamos que a gravata era obrigatória. Meu namorado estava sem gravata e, para piorar, sem sapato social. Ele foi barrado. Não entramos. Com os convites em mãos. Já mencionei que estava chovendo e que meu cabelo já tinha virado farofa com tanta umidade no ar? Pois é. Saímos de lá e fomos tentar vender os ingressos. Conseguimos 20 reais por convite e o dinheiro deu exatamente para pagar o táxi de volta, ufa.

p.s.: Adivinha quem caiu da ladeira de casa quando tava saindo? Escorreguei porque a chuva tinha acabado de começar...
p.p.s.: Pelo menos não perdi nenhum grande show, né? (Fãs da banda, não me batam. Simplesmente não gosto e ponto).

10.12.09

Wonder wonder wonderfalls

Você aí que está de férias, já assistiu todos os episódios atrasados das tuas séries preferidas? Nem tá de férias ainda? Não importa. Wonderfalls é uma série de 2004 que só teve uma temporada e foi cancelada. Na verdade, só teve alguns episódios exibidos na Fox e depois do apelo dos fãs, os treze episódios da temporada foram lançados em dvd. Treze episódios vão embora rapidinho, assisti a todos eles em dois dias (momentos que só as férias proporcionam).
A série gira em torno da vida da Jaye Tyler (foto), 24 anos, formada em Filosofia e que trabalha numa loja de lembranças da cidade turística Niagara Falls. Como se ter uma família perturbada e uma vida meio fracassada, animais de brinquedo ou enfeite começam a falar com ela. Na verdade, mandam que ela realize algumas tarefas. O primeiro a falar com ela foi um leãozinho desse de cera (ok, não era esse exatamente, todos os leões que aparecem na série tem a cabeça deformada e esse está perfeito). Toda essa história de animais falantes pode parecer loucura, mas a série é super engraçada e é bem dinâmica, conta com questões familiares, romances e as tais tarefas da Jaye.
E, bom, vale à pena assistir à série mesmo que ela tenha sido cancelada na primeira temporada, porque o último episódio tem um certo fim. E que é muito bom, por sinal.

p.s.: Nessa comunidade do orkut, você encontra todos os links para fazer download dos episódios com legenda.

8.12.09

Mulherzinha

Nunca fui tão menininha a ponto de não abrir mão do salto alto ou pesquisar na internet tutoriais sobre como fazer a maquiagem perfeita. Não que eu tenha algum tipo de preconceito contra quem faz esse tipo de coisa, acho muito legal, na verdade. Simplesmente não me apetece e eu prefiro optar pela maquiagem simples que eu sei fazer. Isso quando eu faço. Porque por mais que eu seja a mais vaidosa entre eu, minha mãe e minha irmã, isso não é lá tão difícil (considerando que uma das únicas vezes em que mamãe realmente se maquiou foi no casamento com papai). Mas por que mesmo estou dedicando tantos caracteres à maquiagem?
Usei salto alto no último sábado. E essa ideia não foi muito boa. Não que o ônibus tenha sido problema, mas andei tanto indo pra casa de uma amiga, pro terminal, pela Lagoa, enfim. Não fez bolha, mas doeu pra caramba. Sofri de boca fechada, afinal, eu optei por aquele sapato. Foi desconfortável, mas valeu à pena. Sabe por que? Porque eu não usava salto alto desde, sei lá, fevereiro. E já tinha esquecido o poder que ganho com alguns centímetros a mais. Pior é que eu até entendo não ter usado essas sandálias quando ônibus e minhas pernas passaram a ser meu único meio de transporte. Mas por que mesmo as ignorei nas férias na Jamaica? E naquela semana que passei em São Luís?
(Ok, agora lembrei... não só usei salto na Jamaica, como pisei na areia com ele. Acho que dá pra ver como só faço escolhas inteligentes...)

5.12.09

Se eu tivesse uma irmã gêmea...

Lembro de um dia que, sem nada para fazer, eu e minha irmã (dois anos mais velha do que eu) paramos pra imaginar que queríamos ter um irmão mais velho pra tomar conta da gente e nos dar carona. Completei que eu queria ter uma irmã gêmea. Hoje eu não tenho a menor ideia do que me fez desejar isso um dia. Porque eu tenho a mania de não querer seguir os passos de ninguém. Nem da minha mãe, nem do meu pai, muito menos da minha irmã. Só tenho uma prima jornalista e não fui influenciada por ela na minha escolha profissional. Na verdade, eu já me sinto invadindo o campo da minha irmã (que faz Desenho Industrial/Design de Produto) quando eu tenho que usar o InDesign, diagramar, editorar, dar uma de diagramadora. Então se eu tivesse uma irmã gêmea, eu faria o possível para ser o mais diferente dela possível. Já ia ser mais que o suficiente ter a mesma aparência e o mesmo signo que a minha irmã, não queria ter a mesma personalidade e muito menos as mesmas habilidades e preferências.

Pauta para o Tudo de Blog

4.12.09

Acho que voltei

Porque não adiantou a experiência do primeiro semestre aqui em Floripa e o segundo também foi uma loucura. Já andava sumida com o blog e meu notebook ainda inventa de dar problema. Linhas brancas na tela. Eu tinha que achar uma posição que ela funcionasse e ainda ficar segurando com uma mão. Pense no que é diagramar uma página usando só uma mão - e sem mouse. A criaturinha aqui passou mais de um mês na assistência. Foram quarenta dias fazendo trabalhos nos computadores da UFSC ou dos amigos. Tive que fugir para o Sul da Ilha para escrever um ensaio, inclusive. O que importa é que fiquei de férias e no dia seguinte meu notebook estava pronto. Agora creio não ter mais motivos que justifiquem minha ausência aqui. Fico em Florianópolis até o dia 16, quando sigo para São Luís. Passar as festas de fim de ano com a família, sabe como é. No outro ano, sigo para a Jamaica (Caribe, me aguarde!) e de lá não sei o que faço da minha vida.
Ainda fico me perguntando se o calendário do ano que vem vai atrasar, já que o vestibular da UFSC foi adiado por causa do Enem. Enfim, acho que assunto também não me faltará, só espero não vir chorar minhas pitangas sobre os voos que perdi.