12.8.10
Engarrafamento
Depois de andar uns quarenta minutos pelo centro da cidade ontem e descobrir que o cartório eleitoral estava de portas fechadas graças ao dia do advogado ou outra data desse tipo, voltei lá hoje e me cadastrei para votar em trânsito. Pessoas que estarão fora do seu domicílio eleitoral podem votar para presidente em qualquer capital do país. Fiz isso porque procrastinei no período de transferir meu título e não queria me formar jornalista sem ter chegado perto de uma urna eletrônica oficial. Nas eleições de 2008 eu não votei porque preferi estudar para provas em vez de tirar o documento de última hora. Uns 20 minutinhos na fila e me cadastrei pra votar aqui em Floripa com um funcionário que afirmava ter namorado uma maranhense de Paraibanos. Ele reclamou que eu ser do Maranhão o deixou com saudades da ex, parecia um poeta das antigas suspirando.
7.8.10
Lucky, roupas leves, carne de sol
Depois de passar uma noite inteira sendo chocada por mamãe, estou na véspera de viajar mais uma vez pra Floripa. Criamos a tradição de sempre assistir ao filme Mamma Mia (e cantar junto a maioria das músicas) e amanhã eu desço mais de 3 mil quilômetros carregando garrafas de guaraná jesus, sabe como é.
Vou sentir falta
1. Lucky, o poodle. Nem sei se ele ainda vai estar morando na minha casa quando eu voltar.
2. Comer carne de sol com farofa da boa acompanhada por jesus e, de sobremesa, creme de cupuaçu.
3. Minha pele fica mais bonita aqui (aparentemente ela gosta do calor).
4. Usar meus shortinhos, saias e vestidos leves.
5. A mordomia do meu pai me levar pra almoçar fora quase todos os dias.
6. O beijo dos meus irmãos de 10 e 7 anos.
Vou me livar
1. Minha querida vizinha casa de shows de forró.
2. Esse calor infernal.
3. A casa desarrumada porque a diarista cortou a mão e não veio trabalhar desde antes da minha chegada.
4. Briguinhas familiares
5. Dos quilos extras que ganhei nas férias.
6. Da saudade do meu namorado.
Faço conexão em Brasília e em Congonhas e chego na Ilha da Magia disposta pra mais um semestre letivo. (Não).
Vou sentir falta
1. Lucky, o poodle. Nem sei se ele ainda vai estar morando na minha casa quando eu voltar.
2. Comer carne de sol com farofa da boa acompanhada por jesus e, de sobremesa, creme de cupuaçu.
3. Minha pele fica mais bonita aqui (aparentemente ela gosta do calor).
4. Usar meus shortinhos, saias e vestidos leves.
5. A mordomia do meu pai me levar pra almoçar fora quase todos os dias.
6. O beijo dos meus irmãos de 10 e 7 anos.
Vou me livar
1. Minha querida vizinha casa de shows de forró.
2. Esse calor infernal.
3. A casa desarrumada porque a diarista cortou a mão e não veio trabalhar desde antes da minha chegada.
4. Briguinhas familiares
5. Dos quilos extras que ganhei nas férias.
6. Da saudade do meu namorado.
Faço conexão em Brasília e em Congonhas e chego na Ilha da Magia disposta pra mais um semestre letivo. (Não).
4.8.10
Quatro olhos
Esses dias estou almoçando sempre com papai porque minha irmã, a turista que acabou de voltar de Curitiba, já está passeando no Rio de Janeiro. Combinamos de ir depois para o oftamologista. Finalmente voltei a me consultar com o primeiro médico que me passou óculos, que também foi o primeiro de mamãe, da irmã, de papai, de Lucky, etc. No restaurante, eu não usava meu óculos. Primeiro porque raramente uso ele fora da faculdade, do cinema, de lugares onde preciso enxergar. Segundo porque odeio comer de óculos. A armação me incomoda, não é legal. Escolhi comer um frango à milanesa lindo, bem gordinho. Coloquei vários no prato e só escolhi isso de carne. Pesei, sentei, cortei o primeiro frango. Mastiguei e era banana frita.
Semana de saco cheio
Estou há mais de um mês tentando alugar um apartamento com dois amigos e sendo obrigada a lidar com a atendente/corretora mais mosca morta de Florianópolis. A imagem que eu tenho dela é de uma baita procrastinadora. Sei que não posso falar muito porque conheço bem essa condição de vida, mas no meu estágio ninguém depende do que eu faço pra arranjar um lugar pra morar. Então é isso, desço o mapa do Brasil nesse sábado e ainda não tenho um lar. Eis a razão de estar com tanto saco cheio de São Luís mesmo sem ter ido a todos os lugares que queria ir, sem ter tomado o sorvete de tapioca na minha sorveteria preferida e sem ter visto alguns amigos (de novo). Ao mesmo tempo que não posso voltar porque não tenho nem cama e nem teto pra dormir embaixo, queria resolver tudo isso logo e voltar a sentir um friozinho nessa vida. Outro dia senti um ventinho muito fresco aqui em casa e vesti um bolero pra me agasalhar. Um bolero. E claro que senti calor depois.
2.8.10
Dezenove
Quando eu coloco uma roupa meio curta, penso que tenho que vesti-la enquanto ainda sou nova porque não tem coisa pior que coroa que não viveu a juventude e usa esse tipo de roupa fora da época. Então tá, fui com aquele vestido mesmo pra praia com mamãe e o padrasto. Foi no barzinho com o melhor risoto de camarão da cidade que meu aniversário começou. Não cantaram parabéns (felizmente), mas Luiza de Tom Jobim - uma das razões para o meu nome ser esse.
Depois que acordei com as rosas vermelhas vindas de Fraiburgo, começou a parte corrida do dia: comprar os comes e bebes pra reunião aqui em casa, voltar cedo do almoço pra enrolar brigadeiros - e perceber que eu já perdi essa técnica faz tempo -, dar um jeito na área de lazer do condomínio, lavar pratinhos, arrumar cadeiras, me arrumar.
Vale destacar que eu descobri que o meu pai, baiano, faz o melhor acarajé do mundo. Olha que eu não gosto do tradicional que comi de uma baiana em Salvador. O de papai é mais simples, pequenino, com vatapá, camarão e tomate só. Tudo caseiro. Tudo uma delícia. E o melhor de tudo é que ele aprendeu a fazer com receita da internet depois de desejar um acarajé gostoso por muito tempo.
À noite consegui reuni a família, os amigos que eu sempre encontro quando venho aqui passar férias e duas que eu não conversava direito desde os tempos da escola. E quer saber de uma coisa? Apesar de ter reclamado horrores de que faria aniversário e que preferia não passar por essa data, eu adorei meu dia. Não lembro qual tinha sido a última vez que comemorei um aniversário tão bem.
30.7.10
Pagu indignada no palanque
Anteontem foi o Dia da Lingerie no twitter e só uma garota que eu sigo participou disso. Na verdade, ela não só participou como é uma das incentivadoras. Fiquei pensando por que ela faz tanta propaganda, por que concorda tanto. E acabei me questionando: "Por que eu a sigo?". Juro que tentei achar motivos decentes, mas não deu. Só a seguia porque ela é bonita e vi o quanto eu estava exercitando meu lado machista lendo os tweets dela. Unfollow. Se eu ao menos não fosse heterossexual, teria uma razão, mas né.
p.s.: Sou contra o #lingerieday.
p.s.: Sou contra o #lingerieday.
29.7.10
Desaniversário
Dia 31 de julho está chegando e junto com ele vem todo o clima de tristeza que me atinge. Sabe inferno astral? Funciona direitinho comigo. Não sei o que é pior: ser também o aniversário de morte do meu vô paterno (eu tinha apenas dois anos quando ele faleceu) ou ter que definir algo pra fazer e reunir pessoas completamente diferentes como meus amigos, meus pais divorciados, os filhos do meu padrasto, meus irmãos pequenos e os amigos da família. Até agora tô ignorando que sábado está bem aí, mas daqui a pouco não vou poder mais. Seria tão mais fácil se na data só se comemorasse o aniversário de Harry Potter ou, quem sabe, ter nascido no dia 29 de fevereiro. Comemorar aniversário só de quatro em quatro anos seria ideal pra mim.
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