Li muita Capricho durante minha adolescência e sou da época do projeto gráfico antigo, que era menos "fofo" e bem colorido. Lembro que as páginas eram uma de cada cor, bem legal. Sou da época que a Liliane Prata escrevia a coluna "Papo de amiga", mas não sou daquelas que começavam a ler a revista pela última folha. Eu dava uma espiada na coluna do Antonio Prata e ficava guardando o melhor pro final, depois de realmente ler todas as matérias.
Recortei todas as colunas do Antonio das Caprichos que comprei. Estão todas coladas num caderno que tive que deixar em São Luís. Fiquei muito triste com aquela despedida que ele escreveu e acho que foi a última vez que comprei a revista (já estava bem grandinha, afinal, e a linha editorial não me interessava mais). Continuei acompanhando as crônicas do Antonio pelo blog, mas nunca comprei livro dele. Sabe quando falta aquela oportunidade? Mas, enfim, já prometi que não compro mais livro nenhum até comprar o "Adulterado".
Na quinta da semana passada, estava tranquila na faculdade quando me avisam que Mário Prata estaria no Iguatemi lançando um livro às 19 horas daquele dia. Tive que ir. Eu sempre neguei que o Mário fosse pai do Antonio. Sei lá por que, mas minha mente bloqueava essa informação. Achava que era mentira quando alguém dizia isso. O próprio Antonio falou bastante do pai nos últimos meses no blog dele e eu simplesmente ignorava. Tive que absorver aquela informação no dia, procurando no google e ouvindo do Mário "meu filho Antonio...".