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28.5.11

Um dia ela vai sair de cena

Nina Lemos, jornalista da revista TPM, veio para a 9ª Semana do Jornalismo no ano passado. Antes disso, não conhecia os textos dela. Não curti muito o 02 Neurônio, mas fui babysitter dela no evento. Ela era muito fechada e o máximo que fizemos juntas foi procurar o blackberry dela na padaria perto do hotel. Hoje me surpreendi com uma reportagem da revista e só depois vi que era da Nina. E aí eu entendi porque ela é tão reconhecida.

"Não grita comigo!" fala sobre agressões que as mulheres se acostumam a sofrer nos relacionamentos. Não só apanhar, sabe. Mas tolerar gritos, vozes mais altas, xingamentos, falta de educação. A parte que fala sobre a razão das mulheres não caírem fora faz muito sentido. A gente continua para testar nossos limites, às vezes responde na mesma moeda e testa os limites deles também. Esse é o tipo de texto que toda mulher tem que ficar lembrando quando começa a estabilizar um relacionamento. Por mais que eu ache que a gente só se toque sobre esse tipo de coisa depois de passar pela experiência. E, uma vez sendo tratada mal, desmerecida e todo o resto, é para nunca mais.

23.9.10

Foca de cabeça branca

O Centro de Comunicação e Expressão (letras, cênicas, jornalismo, teatro, cinema e secretariado) tem uma nova Mari Moon. Particularmente, não vou com a cara de pessoas que pintam o cabelo inteiro de cores aleatórias depois dos 15 anos. E pra pintar aquela parte de baixo do cabelo, tem que ter um baita estilo pra sustentar a "atitude". Não quero falar mal de ninguém, a questão é que eu morro só de pensar em alguém pintando o cabelo com tanta frequência por vontade. É inveja da minha parte. Isso porque já tenho mais cabelos brancos que o Bonner e ainda estou no segundo ano da faculdade de jornalismo. Sem contar que meus fios albinos nem formam uma mecha sexy, estão em toda parte.

Os cabelos brancos começaram tímidos do lado direito do couro cabeludo, era fácil escondê-los. Claro que não ouvi minha mãe, as amigas e receitas de internet, ia arrancando todos. Agora estão espalhados, é impossível não exibí-los por aí e nem minha franja é completamente castanha agora. Desculpa, mas não consigo argumentar que cabelos brancos são meu charme ou demonstram minha experiência (qual?). Vivo em crise porque não quero ser obrigada a pintar o cabelo tão nova, sugestão das pessoas mais metidas e do namorado. Minha mãe começou a virar loira aos trinta anos e não quero mesmo ficar refém de químicas e salões de beleza aos dezenove anos.

A pior parte é que o dermatologista, minha última saída, disse que não tinha o que fazer. Não era falta de vitaminas, como uma amiga de ensino médio alardeou, estresse (culpado de tudo nessa vida) e não existem remédios. É sentar, esperar e chorar. Ou torcer para que meu organismo dê um tempo de descolorir meus fios castanhos escuros nos próximos dez anos para que eu comece a pintar as madeixas numa idade aceitável.

p.s.: Isso foi uma tentativa de texto sobre o universo feminino. Talvez o blog me acostumou a escrever só sobre mim. A gente vai continuar tentando.

13.2.10

Mulheres, mulheres

E aí que minha mãe teve algumas discussões com meu padrasto por N motivos. Meio brigados, meio acertados... fizemos programa de família o dia inteiro. Numa livraria do shopping, meu padrasto tava comprando uma caneta pra mamãe e a gente esperando do lado de fora. "Não comprei nada pra ele de Valentine's Day. Vamos lá comprar uma camiseta!". Subimos as escadas, reviramos a loja inteira, mamãe estava mais indecisa do que nunca. Toda hora escolhia uma peça diferente e desistia. No fim, ela desistiu da última camiseta e disse "Ele não merece presente nenhum, brigou comigo".

E, sabe, se nem eu consigo entender essa mulher, minha própria mãe... Fico imaginando como os caras conseguem ao menos fingir que entendem suas namoradas, irmãs e afins.

8.12.09

Mulherzinha

Nunca fui tão menininha a ponto de não abrir mão do salto alto ou pesquisar na internet tutoriais sobre como fazer a maquiagem perfeita. Não que eu tenha algum tipo de preconceito contra quem faz esse tipo de coisa, acho muito legal, na verdade. Simplesmente não me apetece e eu prefiro optar pela maquiagem simples que eu sei fazer. Isso quando eu faço. Porque por mais que eu seja a mais vaidosa entre eu, minha mãe e minha irmã, isso não é lá tão difícil (considerando que uma das únicas vezes em que mamãe realmente se maquiou foi no casamento com papai). Mas por que mesmo estou dedicando tantos caracteres à maquiagem?
Usei salto alto no último sábado. E essa ideia não foi muito boa. Não que o ônibus tenha sido problema, mas andei tanto indo pra casa de uma amiga, pro terminal, pela Lagoa, enfim. Não fez bolha, mas doeu pra caramba. Sofri de boca fechada, afinal, eu optei por aquele sapato. Foi desconfortável, mas valeu à pena. Sabe por que? Porque eu não usava salto alto desde, sei lá, fevereiro. E já tinha esquecido o poder que ganho com alguns centímetros a mais. Pior é que eu até entendo não ter usado essas sandálias quando ônibus e minhas pernas passaram a ser meu único meio de transporte. Mas por que mesmo as ignorei nas férias na Jamaica? E naquela semana que passei em São Luís?
(Ok, agora lembrei... não só usei salto na Jamaica, como pisei na areia com ele. Acho que dá pra ver como só faço escolhas inteligentes...)

11.2.09

Meu cabelo meio encanecido

Já faz algum tempo que cabelos brancos começaram a surgir na minha cabeleira castanha. No início, eles eram pouquíssimos e bem fáceis de esconder. Ainda assim, eu os arrancava. Afinal, eu tinha uns catorze anos e não podia conviver com eles! Não acreditava no senso comum quando ele diz que se você arranca um, nascem dois ou mais fios brancos no lugar. Nem acredito agora. Mesmo que tenham se multiplicado, eles apareceram em todos os locais possíveis e não acredito que a causa seja aqueles primeiros que eu vivia arrancando.

Meu cabelo daqui a uns dois anos

Com o tempo, as pessoas começaram a reparar no meu cabelo precocemente grisalho e, pior, passaram a comentar também. Não que eu me incomodasse tanto em ter esses fios brancos, mas os comentários eram bem frequentes. Era bem chato quando me perguntavam por que eu não pintava. Tenho só 17 anos, não vou virar escrava de salão de beleza assim tão cedo!

No mês passado, fui ao dermatologista e aproveitei para perguntar se eu ainda podia fazer algo para voltar a ter só cabelos marrons. Infelizmente, ele disse que não havia soluções para esse probleminha. Também sugeriu que eu adiasse pintar o quanto eu pudesse e é claro que vou seguir o conselho. Hoje, sou bem conformada em ter herdado os cabelos precoces de mamãe - que começou a pintá-los antes dos trinta anos. E, se alguém me perguntar de novo por que não pinto, responderei com orgulho: É meu charme.

p.s.: Encanecido é sinônimo de branco, envelhecido.