Mostrando postagens com marcador sao luis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sao luis. Mostrar todas as postagens

27.7.11

Nossa senhora da celulite


Esse é o retrato do fim de uma guerra contra caranguejos e peixes fritos na praia dos domingos, mas o assunto hoje não é comida.

Nossa senhora de celulite, eu sei que desde criança eu era do tipo que voltava de festas passando mal de tanto comer. Só a minha irmã era gordinha, mas nós duas deitávamos empanturradas no sofá da sala reclamando para mamãe da barriga quase explodindo. Cresci e não mudei muita coisa. Tanto que ano passado tive refluxo porque estava comendo além da conta e tomando muito refrigerante. Parei por um tempo de tomar esse veneno gasoso e me viciei no suco de acerola, mas foi só voltar a São Luís e tomar jesus que matei a saudade da coca, do guaraná e de todo o resto.

Em Floripa fica fácil me controlar, só tenho vontade de refrigerante quando já estou sendo gorda com hambúrgueres, pizza e lasanhas de microondas. Aqui na ilha do abandono amor, tomo jesus como água. Entoando minha prece: Nossa senhora da celulite, perdoai todas minhas gulas, todo meu olho gordo. Hoje sou uma falsa magra e já acho minhas celulites suficientes. Sei que todo homem que é homem de verdade não liga para essas coisas, mas não quero minha barriga e coxas furadinhas, não quero ser uma celulite ambulante. Perdoai minha falta de controle e me deixe ter overdose desse sonho cor-de-rosa enquanto ele é abundante.

25.4.11

Ilha do amor (trágico)

Qual o primeiro lugar que você olha numa mulher? Olhos são uma opção. Te dizem se a pessoa é confiante, triste, orgulhosa... Difícil é disfarçar quando mostram fraqueza. Pois bem, a primeira impressão, os olhos de São Luís - talvez possamos descrever assim - é o ex-aeroporto internacional. Tava precisado de uma reforma para aumentarem a sala de embarque e o número de portões. Decidiram colocar um sistema de refrigeração. O teto não aguentou o peso e começou a desabar, o prédio foi condenado. Foram montadas estruturas improvisadas com tendas e banheiros químicos. A área de embarque pelo menos tem um chão de madeira, cadeiras de aeroporto e tudo mais. Desembarquei na chuva e, com o prédio condenado, aqueles corredores não puderam ser usados. Descemos pra um ônibus e só havia um comissário e um guarda-chuva. Uma vez embarquei na chuva aqui em Floripa - aeroporto sem aqueles corredores - e chovia. Havia toda uma logística de comissários de chão abrindo e entregando/recebendo e fechando os guarda-chuvas para os passageiros. Pegamos chuva, não havia orientação para aqueles que continuariam voando (uma senhora desceu para pegar a mala, sendo que continuaria a viagem ao Rio de Janeiro e não havia ninguém pra ajudá-la), tínhamos contato direto com os homens que descarregavam as malas e, na falta de uma esteira, éramos um amontoados de ex-sardinhas tentando achar cada um sua bagagem.

Pernas mancas e machucadas. Complicado é encarar o trânsito na capital maranhense. Achar uma avenida relativamente vazia é impossível em qualquer parte do dia, o horário de pico aumentou consideravelmente e o número de buracos nas ruas não para de aumentar. Como um cearense que eu conheço gosta de falar, ele mora lá há mais de 20 anos e nunca viu nenhuma avenida ser construída. Enquanto isso, a cidade continua crescendo, junto com a quantidade de carros. Melhor nem comentar o sistema de transporte público, né? Sem contar a aventura que é dirigir pela cidade durante as chuvas de verão. Boca de lobo é artigo de luxo nas vias e a maioria delas alaga.

Maquiagem borrada 24/7. São Luís é uma cidade linda. Tem o centro histórico com casarões portugueses (tombados pela UNESCO e, ainda assim, caindo aos pedaços, virando estacionamento no centrão), ladeiras, escadarias e becos, todos eles fedendo a xixi. Pontos turísticos, como a fonte do ribeirão, abandonados, descoloridos, vandalizados. Praias com o mar poluído e a areia suja.

E uma mulher tão descuidada pode ser perigosa ainda? Pode. Lá não tenho nem metade da segurança que tenho aqui, de voltar andando às 22h ou de madrugada. Um exemplo cai muito bem. Minha amiga, moradora do bairro da minha ex-escola, grudada perto da minha casa, desceu do ônibus às 19h. Teve uma arma apontada pra ela na rua em que ela mora, ainda perto da avenida.

Esse não é um texto para xingar o atual prefeito, governo, nem o Sarney em geral. É pra mostrar a minha tristeza. Como pode uma cidade que eu gosto tanto, que dá tanto orgulho pros ludovicenses, estar tão ruim assim? Ano que vem completamos 400 anos e quero ver em que estádio o prometido amistoso Brasil x França vai acontecer, já que os nossos estão caindo. Também quero saber o que o enredo da Beija-flor vai cantar no carnaval 2012. Só temos notícias ruins.

31.3.11

Pra não precisar pular a catraca

Mobilidade urbana é um tema tão discutido aqui em Florianópolis que pensei que o projeto "Cidade Ideia" estava na cidade errada. O autor da iniciativa é o arquiteto Diogo Pires Ferreira, ludovicense como eu, mestrando em Urbanismo numa universidade de Barcelona que fez todo um estudo sobre o atual sistema de transporte público em São Luís, identificou as falhas e também a real necessidade da população. Só aí percebi que o problema de ônibus lá é bem pior que o daqui de Floripa. Sinceramente, pegar a lotação aqui é mais tranquilo. Mesmo pagando 2,95 sem o cartão de estudante. E olha que a passagem já vai subir de novo. O importante é que Diogo também pensou nas soluções para os problemas dos latões maranhenses e propõe um sistema que alimente a cidade de tal forma que, a partir de qualquer ponto, a população tenha acesso ao transporte público caminhando apenas por cinco minutos. Isso pra mim parece um sonho, considerando que eu moro bem no meio de uma curva, bem no meio de dois pontos de ônibus e devo levar mais tempo que isso para chegar em qualquer um dos dois.

O vídeo de divulgação do projeto é muito legal, vale dar uma conferida:


O projeto ainda está concorrendo no concurso Ciudads Activas, Ciudads Saludables. Clique AQUI para votar e contribuir com essa iniciativa belíssima!

Para mais informações: Cidade Ideia.

10.1.11

Éguas, doido

O calor quando saio do avião. O abraço da família depois que encontro minha mala. O primeiro gole de jesus vencendo uma seca de quatro meses desse refrigerante cor-de-rosa. Só me sinto verdadeiramente em São Luís do Maranhão quando as pessoas começam a falar. Aqui temos o português mais puro do Brasil!, é o que a gente diz. Num temos sutaque, os nordestinos são os cearenses e os pernambucanos. Estamos em algum lugar no meio-norte e, como o Piauí não faz muita diferença, nossa localização é meio indefinida, tentamos lançar foguetes ucranianos de Alcântara (cidade que foi inteira reformada para receber a visita de D. Pedro I e ele nunca apareceu) enquanto expulsamos a população quilombola do litoral.

Nos achamos especiais porque moramos na única capital fundada por franceses, mas nossos azulejos famosos são portugueses, nossas personalidades mais destacadas quase todas se chamam José de Ribamar e nunca conheci um ludovicense qualquer descendente dos franceses pingados que continuaram aqui depois que os portugueses retomaram o domínio da região. Sabe como é, antes de Joaquim Nabuco ficar feliz com o fim da escravidão, proibiram o tráfico, faltou escravo em Pernambuco e no sudeste, os nossos foram todos vendidos. Fazer o que aqui? Pescar caranguejo? Jesus, o ateu, ainda nem tinha inventado seu guaraná e a indústria algodoeira só teve demanda quando os Estados Unidos bobearam na guerra de independência. Nossos escravos foram embora e levaram junto nosso sotaque. Porque o Maranhão pode ter os piores índices de educação, saúde, saneamento (apesar da concorrência piauiense e alagoana), mas sotaque? Sutaque num tem não, rapá. 

Os mais jovens são quase caricatos. Para eles, todo mundo é doido, rapá ou piqueno. "Dooooido, teve uma briga na formatura de odonto". é o que determina o fim de uma frase ou dá ênfase quando utilizado no início. "Ê, , tô com uma fome". Ou melhor: "Ê, , tô brocaaaado". Porque além de todo mundo ser malandro e se demorar nas vogais, temos umas palavras bem bizarras. Brocado para quem está com muita fome. Aziados são os entediados, o típico domingo maranhense. Marocar para quem desabilitava a opção do orkut de ver quem visitava seu perfil só para marocar todo mundo e neguinho nem ficar sabendo. Arrilia para os agoniados e por aí vai. Nossas festas são raladas, muy difícil achar algum lugar que não toque pagode, forró, tecnobrega e reggae ou tudo isso junto. Os gays não são apenas baitolas e viados, mas qualiras também. E sabe a briga da formatura de odonto? Não teve murro, teve bogue

E como bons nordestinos que somos, apesar de não termos aquele T e D pra lá de Recife, soltamos um "Ééééguas, doido" quando ficamos surpresos. Só pisar nessa terra que já saio falando "Ê, pô, quero tomar um sorvete de tapioca" e "Éguas, doido, esse caranguejo tá muito bom". Sim, mas me controlo pra não soltar pelo menos nenhuma égua quando volto pra Floripa, seria colocada numa gaiola de vez. Olha lá a maranhense! Com sotaque! "Rapá, num tenho, viu?"

11.10.10

Decadência com glamour e universidade bêbada

Na aula de Redação dessa semana, em algum momento aleatório o professor falou que os americanos têm o hábito de dizer que as cidades e os habitantes possuem um certo clima, enquanto no Brasil a gente se preocupa em descrever os fatores geográficos. Como tudo o que eu não conheço de Floripa é a geografia - afinal, nunca fui a uma praia sequer -, me limito a dizer que são dois mundos diferentes. E pelas pessoas.

Em São Luís, nunca convivi com as jovens Sarney, Murad, Duailibe. Não era das escolas mais caras e muito menos ia a baladas. As pessoas que conheço, os amigos da minha irmã, os novos amigos que meus amigos fizeram depois que vim embora, todos poderiam ser classificados em duas palavras: glamour decadente. Essa expressão surgiu um dia na minha cabeça e nunca mais foi embora. E fica ecoando, reverberando, martelando no meu cérebro quando minhas amigas me levam para os lugares típicos das pessoas que curtem rock, insistem em formar bandas que eles próprios não levam à frente e que usam roupas na maioria das vezes impróprias para o nosso calor.

O glamour decadente encontraria sua chance aqui em Floripa no Ufstock, evento anual organizado pelo Diretório Central dos Estudantes. Ainda assim, a maioria das nossas festas são: Trote Integrado do CTC (Centro Tecnológico), Tourada da Mecânica, Linguição da Automação, Insanitária, Cervejada da Saúde e Happy Hours infinitos, com predominância dos realizados no Centro Sócio-Econômico. Nos arredores da UFSC, vivem os universitários bêbados que aproveitam qualquer festa com Sol barata, colecionam canecas de cervejadas e vivem o auge da bebedeira nas festas com 3 Heineken por 5 pila - essas só acontecem duas vezes ao ano. Convenhamos que as pessoas se vestem um tanto melhor por aqui, mas temos que conviver com os engenheiros que sempre fazem xixi na parede do CA do Jornalismo - um dos primeiros do corredor de centro acadêmico -, além de ter que aceitar o banho de cerveja. Esse sim é inevitável.

18.1.10

Contagem regressiva

Ontem completei um mês em terras maranhenses e constatei que faltam apenas dois dias para minha viagem para os Estados Unidos. DOIS DIAS.

Aqui em São Luís, foram quatro semanas de preguiça, muito calor e do velho "deixar tudo pra depois". É claro que os muitos dias que eu fiquei em casa doente contribuíram para isso, mas agora tem muita coisa que eu queria fazer antes de ir embora. Porque talvez só volte aqui em dezembro que vem.

Teve gente que eu nem cheguei a encontrar, mas fiz minha parte. Mas eu ainda queria caminhar na praia. Comprar uma sandália na liquidação do shopping. Visitar meu professor do curso de exatas que me fez passar no vestibular. Deixar umas roupas na costureira. Fazer unha e cortar a franja. Sem contar que eu ainda nem sentei com minha irmã pra montarmos nossa programação de Miami e NY. Socorro.

15.1.10

Gente, é o Lula!!!

Cinco meninas no carro. Voltávamos de um barzinho e quando passamos por uma avenida que eu acho uma das mais bonitas de São Luís (Avenida dos Holandeses), elas quatro notaram um movimento estranho de viaturas na rua. Não notei nada porque estava no auge da minha miopia. Assim que coloquei os óculos no rosto, vi aquele monte de viatura, policiais de moto, vários carros normais e ambulâncias. Sim, ambulâncias (não entendemos o porquê).

- Gente, o que tá acontecendo?
- Não sei, só pode ser um Sarney...
- Deve ser O Sarney pra ter esse tanto de carro!

E foi nessa hora que meus neurônios resolveram fazer aquela sinapse bááásica e eu conectei o comboio à visita que o Lula faria à cidade. "O presidente chega hoje à noite na capital", foi uma das últimas frases da reportagem que vi no jornal local. Ele seguiu hoje para Bacabeiras, a uns 60 km daqui, para a inauguração das obras da Refinaria Premium da Petrobrás.

- GENTE, É O LULA!!! (gritei o máximo que minha voz rouca permitiu)
- Lula? Como assim, cara?
- É ele, geeeente! Ele vem ver as obras da Refinariaaaaaaaa!
- MEU DEUS! Meudeus! É o Lula mesmo! AHHHH.

E logo que comemoramos ter encontrado o presidente assim na nossa frente (estávamos logo atrás do comboio), eles dobraram para uma rua que não era nosso caminho. Nossa motorista pensou rápido e resolveu seguir os carros. "Tamo perseguindo o Lula, doooooido". Nisso eu tinha lembrado que estava com a câmera digital na bolsa e tava tentando tirar fotos (não consegui, óbvio) até resolver filmar. A rua onde o comboio entrou era a que dava acesso à Avenida Litorânea e pudemos ver com nossos próprios olhos e lentes que o Lula ficou hospedado no Hotel Quatro Rodas, que fica beem pertinho da Litorânea, nessa rua de acesso.


Depois ainda rolou a dúvida... Será mesmo que era o Lula protegido por tantos policiais? Voltando pra casa, paramos ao lado de uma viatura, perguntamos se era mesmo o presidente e o cara confirmou. Só podia ser!

p.s.: Pode parecer besteira, mas ah, ver o presidente assim tão pertinho de casa!

3.1.10

Gordinha tensa na praia

Quando eu me mudei pra Floripa foi que eu percebi como eu tenho uma memória gulosa. Quase morri sem o Guaraná Jesus e senti uma baita falta das castanhas de caju nordestinas. Mas é claro que também senti falta da clássica farinha, do cupuaçu, do bacuri, do churrasco sem pão, da pitomba, de ter apenas comidas gordurosas nas lanchonetes e do caranguejo. E desde que vim para cá em outubro, os programas que eu mais gosto de fazer se resumem a ir nos meus restaurantes preferidos daqui e matar a saudade de algumas dessas iguarias maranhenses. Já teve amigo comentando que eu só quero sair pra comer, mas é a pura verdade.


E hoje eu tive um almoço (mara)nhense. Fui com a família comer o famoso risoto de camarão do bar Oásis na Litorânea (como chamamos a orla daqui). O tempo nublado e a chuva que caiu do meio pro fim da tarde não atrapalharam nosso almoço porque ficamos dentro do bar. O difícil foi esperar exatamente duas horas pelo pedido de tão lotada que a praia tava. Turistas aos montes falando sobre hotel, pousada ou atendendo ao telefone com um "Fulano, você nem sabe... Eu tô aqui em São Luís do Maranhão, na praia."


Não que esperar conversando com a família, comendo castanhas de caju e tomando água de coco seja assim tão difícil.

E, depois da peixada (que eu nem gosto muito), chegou o famoso risoto. Tão famoso que o preço dele aumentou de 20 e poucos para 41 reais, além da porção diminuir. Mas o prato tava lindo, vai dizer que não? Também tava uma delícia, me empanturrei.


E de presente para vocês, mostro a foto onde eu e @jaapinheiro (irmã) estamos comendo. Reparem que eu estou literalmente cheirando o purê de batata. Qual graça tem comer alguma coisa sem sentir o cheiro? E, bem, alguma dúvida de que gula é meu pecado favorito?

p.s.: Me sinto o próprio Pedro Martinelli postando fotos de comidas locais.
p.p.s.: Essas fotos foram as primeiras que tirei com minha câmera nikon nova. O que acharam?

29.12.09

Arrilia

subst. fem.: Em maranhês, é o mesmo que agonia, incômodo. Do verbo arriliar. Outros derivados: arriliado/arriliada/arriliante.

Arrilia é o que eu sinto quando vejo por aí o nome do meu blog escrito como And Make Me Smile. Porque ele é todo formado por palavras pequenas e fica muito estranho com todas as iniciais maiúsculas. Não que eu esteja reclamando de vocês, blogueiros queridos, que me linkam no próprio blog, mas o mundo seria mais feliz e o texto seria mais harmonioso se você escrevesse apenas And make me smile. Né?
Ah, claro que não estou pedindo que vocês todos mudem agora o link do meu blog, mas sabe como é... naquele dia que você estiver editando o blogroll, não custa dar aquela mudada (se lembrar de mim, é claro!).

+ Você sabe o que é marocar?

18.4.09

O sonho cor-de-rosa


Na minha descrição aqui no blog, você lê: "Vivo lendo, escrevendo ou morrendo de saudades do Guaraná Jesus." Talvez a maioria de vocês já tenha ouvido falar desse refrigerante, mas aposto que vai ter alguém que vai achá-lo super bizarro!

Guaraná Jesus é um refrigerante cor-de-rosa que só é produzido no Maranhão. Diz a wikipédia que ele foi criado acidentalmente em 1920 por um farmaucêutico chamado Jesus Norberto Gomes (que, ironicamente, era ateu e foi excomungado pela Igreja Católica ao agredir fisicamente um padre).

Ninguém sabe ao certo quais são os ingredientes dessa bebida, mas tem extratos de guaraná e um leve sabor de cravo e canela. O que importa é que Jesus é delicioso e que faz tanto sucesso entre os maranhenses que foi comprado pela Coca-Cola em 2001.

No final do ano passado, a Coca-Cola Brasil criou uma enquete para definir o design na nova lata de Guaraná Jesus e muita gente acabou achando que o produto seria distribuido nacionalmente. Mas o diretor da empresa desmentiu os boatos e ficamos todos decepcionados.

Enfim, esse é meu refrigerante favorito e agora que estou a 3.448 quilômetros da fábrica dele, tenho que substituí-lo pela Coca, Guaraná ou Soda. Maaas na semana em que meu namorado veio me visitar, trouxe muitos litros de Jesus (como vocês podem ver na foto) para eu matar a saudade. Estou num momento de vacas gordas, torcendo para que meu estoque de Jesus dure bastante tempo!

30.3.09

Diferenças no vocabulário

O mais incômodo de ter me mudado para um estado completamente diferente é que tem palavras que eu simplesmente não posso mais usar. A não ser que eu queira ficar explicando significados, o que é bem chato.

Ao invés de xxx uso yyy:

* Marocar - xeretar
(Afinal, as pessoas que convivem comigo aqui não leram esse post).
* Primeiro período - primeira fase
* Cadeiras - disciplinas ou matérias
* Estou aziada - estou entediada

Quando ouço xxx, traduzo para yyy:

* Raça - povo
* Guri - menino

Simplesmente não entendo:

* Se pá (???)

18.2.09

Marocar, o verbo

Brasileiros de estados como o Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Bahia têm jeitos bem característicos de falar e algumas de suas gírias são conhecidas nacionalmente. Os maranhenses só têm algumas gírias regionais, mas ninguém de fora as conhece. Provalmente, isso acontece com todos os estados que não tem tanta projeção na Imprensa.

Desde que o Orkut ficou tão popular, o verbo “marocar” se tornou cada vez mais presente nas conversas entre maranhenses. Ele é sinônimo de xeretar, fuçar, futricar. O tempo todo estamos marocando o perfil de alguém. Tanto me acostumei em usar essa palavra no meu dia-a-dia que passei a usá-la também em conversas no msn, no twitter, em todo lugar. O melhor da internet é poder interagir com pessoas de diferentes lugares e logo meus amigos de outros estados passaram a me perguntar: “O que é marocar?”. Pronto, está explicado. Não esqueçam que quem gosta de marocar, é maroca.

p.s.: Na hora de falar “maroca”, imaginem um acento agudo no “o”, é uma paroxítona.

21.6.08

Bumba-meu-boi

Mês de junho, época de São João. A TV local só mostra os arraiais da cidade (que não são poucos) e mesmo aqueles que não gostam, vão porque São Luís nunca tem muita opção de lazer mesmo.

Quando eu era criança, participava sempre do arraial da minha escolinha. Lembro que no último (quarta série) eu dancei quatro vezes na mesma noite (quadrilha, xaxado, dança country e alguma outra. Sei que não foi boi). Mas aí eu mudei para minha escola atual que não tem festa junina. Não para os alunos do ensino fundamental para frente. Então eu parei de dançar quadrilha, de ir a arraiais com mamãe e cheguei ao ponto de não gostar mais de São João. Tirando o mingau de milho, confesso.

Outro dia, na aula de inglês, a professora (que é australiana e mora aqui há menos de um ano) falou que estava ansiosa para assistir a uma apresentação de bumba-meu-boi e perguntou se algum dos alunos sabia a história que era contada na dança. Nenhum de nós sabia. Quer dizer, sabíamos que era algo relacionado com uma grávida que teve o desejo de comer a língua de um boi. Pensei, então, que eu andava muito alienada e corri para o querido google quando cheguei em casa.

Pai Chico trabalhava em uma fazenda e morava lá com sua esposa, Catirina. Ela fica grávida e deseja comer a língua de um boi de raça que era muito bonito e querido por todos. De tanto encher a paciência do marido, Pai Chico rouba e mata o boi e dá a língua dele para a mulher. Enquanto isso, o fazendeiro percebe o sumiço do novilho e manda que os vaqueiros o procurem. Os inúteis não encontram e pedem ajuda aos índios que finalmente acham o ladrãozinho. Curandeiros fazem o boi ressuscitar, o fazendeiro perdoa Chico e tudo acaba em festa (com o boi dançando alegremente).

p.s.: Daqui para o fim do ano eu conheço toda a cultura maranhense!
p.p.s.: Esse nem é o marcador certo, mas não tinha como escolher outro! haha.

17.2.08

Camarão da Malásia foge de Rosário e vai parar no lago de Penalva

Pode parecer coisa de doido, mas é verdade. Do nada, alguém que não tinha o que fazer resolveu criar camarões da Malásia em Rosário. Pior que a pessoa nem cuidou direito já que os camarões fugiram. Vocês já tinham ouvido falar de camarões fugitivos? Porque eu não!

Para quem não sabe, essas duas cidades citadas são interiores daqui do Maranhão, sendo que meu pai trabalha em Penalva. Ontem ele veio me visitar e apareceu com um kilo desses tais camarões. Como sempre, ele não lembrou que eu não como esses seres. Sorte da minha irmã que come até pedra.

Para vocês terem uma idéia, cinco camarões dão um kilo e eles parecem lagostas! Além de serem super estranhos já que têm as patas (que mais parecem garras cheias de espinhos) azuis!

p.s.: Não deu pra tirar minha verruga ontem. Só amanhã!