19.4.10

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Seria mentira dizer que moro longe da minha família. Meus pais, meus irmãos, minha vó, estão de fato a milhares de quilômetros de mim. Mas não considerar as pessoas que convivem aqui comigo como família é heresia, muita heresia. Num final de semana, que eu tava sem saco pra ir numa festa onde ia ver as pessoas que já vejo todo dia, acontece um desastre pra deixar todo mundo bem unido.

Hoje tava escovando meus dentes no banheiro do curso depois de almoçar quando meu namorado me chama pra dizer que achavam que uma colega nossa de turma sofreu um acidente de carro voltando pra Florianópolis e faleceu. Terminei de escovar os dentes tremendo, fui onde meus amigos e li o nome dela numa notícia do Estadão. Sério, não dava pra acreditar. Todo mundo torcia pra que não fosse ela, que fosse uma coincidência maluca. Não era. Perdemos uma colega que dividia a sala de aula com a gente desde março do ano passado, que tinha sonhos similares aos nossos, que tinha tanta coisa pra viver, como a gente...

Ela sempre foi uma menina muito reservada, mas a turma toda entrou em choque. Até quem não a conhecia, ficou assim também. Os professores, coordenadores... Conseguimos marcar um culto ecumênico amanhã às 16 horas, vamos homenageá-la. No fim do dia, ninguém conseguia pensar em outra coisa, ninguém fez o que tinha que fazer. Estamos exaustos ainda. Quando cheguei em casa, fui ler as notícias que eu já tinha lido mil vezes durante o dia e as novas, com mais detalhes sobre o acidente. Fico lendo o mesmo texto muitas vezes e torço pra que todos aqueles fatos virem mentira. É revoltante que isso tenha acontecido com ela. Parte de mim ainda se recusa a acreditar. Triste...

15 comentários:

Gabi Petrucci disse...

Meus pêsames, Luh!
Entendo como você se sente.

Beijo

Larissa L. disse...

sinta-se abraçada...
beijo grande..

Gian Kojikovski disse...

amor, todos nós estamos assim.
só resta aceitar e acreditar que ela foi pra um lugar melhor...

Jess Q. disse...

muito triste...
sinto muito mesmo

Lusinha disse...

Quando a gente fica mais perto desse tipo de coisa mexe mais com a gente, né? E a transferência pro "podia ter sido eu" é inevitável.
Triste!
Força para tantos vocês.
Bjitos!

Amanda M disse...

Meus pêsames, Luh. Eu desejo que todos vocês consigam superar essa falta e seguir em frente com o curso. Fiquem bem.

Mel disse...

Eu sinto muito...!
Isto é realmente muito triste...

Vanessa disse...

Caramba, isso é triste demais. E sim, é revoltante também.
Força aí para sua turma!

Tary disse...

Que tristeza, Luh. Lamento muito... Se cuida. Beijos!

Daniella disse...

Sinto muito. Sempre dou uma passada aqui em seu blog, embora nem sempre comente. Mas fica o abraço e a esperança de que um dia você poderá reecontrá-la. Assim eu creio. Que Deus te conforte!

Nathy disse...

Sinceramente não gosto de ler esses tipos de posts que entronco por aí nos blogs. Acabam mexendo com que lê também. Pelo menos comigo é assim. É mesmo muito triste.

Luiza disse...

Esse ano eu tive dois casos de morte pertos de mim. Um de um parente, e outro de um menino que estudou comigo no colégio e faleceu de câncer. Só descobri que ele estava doente quando ele já tinha morrido, e isso me deixou num choque absurdo. Morte é um assunto muito difícil de lidar...
beijo, Luh!

Anna disse...

Putz, que droga!
Morte é uma coisa tão complicada, principalmente quando é de gente nova, próxima a nossa idade.
É impressionante como mexe, né? A pessoa nem precisa ser próxima, basta ser de convivência diária que é aquele baque.
Muita força pra você e seus amigos!

mayã disse...

aah, que barra! :/
sinto mto mesmo luisa, é mto complicado qndo isso acontece, eu sei.
desejo forças pra vc e pra sua segunda família! que vcs superem isso! bjuxx flor

Jé x) : disse...

nossa, sinto muito! eu fiquei arrepiada só de ler o teu post, não li o estadão, NADA, deve ser horrivel!

melhoras...
:*