14.7.10

Uma história com o detetive Fioravanti

Fazia muito tempo que eu não lia uma história tão envolvente. Só consigo pensar em Travessuras da Menina Má, que eu li numa semana corrida de provas no terceiro ano. Três dias. Foi o tempo que demorei pra ler tanto o livro de Mario Vargas Llosa quanto o de Mário Prata.

Os Viúvos tem duas histórias paralelas: o detetive Fioravanti recebe e-mails de um psicopata contando sua história de vida e alguns de seus crimes e ao, mesmo tempo, o parceiro do Fiora tenta achar uma prostituta partindo de uma foto. Uma foto da bunda da moça. Meu volume tem até dedicatória pro querido pai do Antônio Prata e só tive tempo pra ler agora que fiquei de férias (ainda estou em Floripa por causa do estágio, mas vou subir para os 2 graus de latitude nesse sábado). Nem sei por onde começar a falar do livro, então vamos recorrer a uma lista. Os Viúvos me ganhou porque:

1 - Se passa em Florianópolis (local onde eu e o Mário moramos. Mas eu moro perto da universidade pela praticidade, ele deve morar de frente para uma das mil praias daqui).
2 - Os capítulos são curtos do tipo que você lê pelo menos um quando a internet cai e não quer voltar.
3 - Os capítulos (ainda sobre eles) têm nomes de bairros, mostrando onde se passa a ação. Um se chama "Universidade federal". O estacionamento da UFSC é palco para um roubo de um carro.
4 - O gênero policial e o humor caem bem na história.
5 - A ideia do livro surgiu quando o próprio autor levou um calote do contador (o psicopata quer matar o ex-contador).
6 - Mário apresenta todo novo personagem com ótimas notas de rodapé.
7 - Na página 136, o trecho "Sim, a gerente do Matisse, o simpático barzinho meio intelectual, meio de esquerda dentro do CIC, se lembrava dela." faz referência a uma crônica do Antônio que eu arrisco chamar de a mais famosa. "Bar ruim é lindo, bicho!" tem até comunidade no orkut.
8 - Uma referência ao próprio filho.
9 - Que é um dos meus escritores favoritos mesmo sem ter lido nenhum livro dele. Até agora.
10 - É muito amor!

Outra coisa que me aproxima muito do livro (não quis fazer onze ítens) é que lugares tipo o supermercado do Iguatemi são citados. E, caramba, é lá que faço minhas compras. Depois disso quero muito ver o Mário Prata num lugar aleatório da cidade pra segui-lo sem ele perceber e ainda escrever uma crônica sobre ele. Se duvidar, ainda mostro pra professora de Estética e Cultura de Massa.

4 comentários:

Gabriela Petrucci disse...

Ai que legal.
Esses dias vi o livro na livraria (?) e lembrei de você. Até comentei com o namorado.
Sou apaixonada por Floripa e isso da história se passar aí e ter o nome dos lugares me deixou com vontade de ler. :D

Beijo, Lu.
Boa viagem...

Maria Carolina disse...

oie, amei seu blog *-* gostei muito mesmo, li algumas postagens... também sou de SC (: só que não consigo segui-lo /: comofas? beijo

Anna disse...

Fiquei com MUITA vontade de ler o livro!
Do Mário Prata já li um livro só, e eu era realmente muito nova e não devia fazer ideia do que se tratava, chama-se "Minhas Mulheres e Meus Homens" e lembro que me interessei porque na época eu era sismada com nomes (no livro ele pega os nomes na sua agenda de telefones e conta as histórias que viveu com essas pessoas).
Só podia ser pai do nosso querido Antonio, né?
Beijo!

Mel disse...

Você vai acabar me convencendo a ler alguma coisa dele, pela primeira vez! Ah, adoro histórias temporais e reais, ambientadas em algum lugar que a gente conhece. Uma delícia.
beijos!